🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
O resultado do trimestre foi puxado principalmente pela Agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Entre os demais grandes setores, os Serviços cresceram 0,2% e a Indústria, 0,1%.
“O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%, enquanto as exportações recuaram 0,8% e as importações subiram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026:
- Serviços: 0,2%
- Indústria: 0,1%
- Agropecuária: 2,8%
- Consumo das famílias: -0,4%
- Consumo do governo: 0,4%
- Investimentos: 1,2%
- Exportações: -0,8%
- Importação: 1,8%
Variação trimestral do PIB brasileiro — Foto: Arte/g1
Agropecuária é destaque
A Agropecuária foi o setor que mais cresceu no segundo trimestre de 2026, com alta de 2,8% em relação ao primeiro trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor avançou 6,8%, favorecido pelo bom desempenho da pecuária e de produtos da lavoura, que tiveram aumento na estimativa de produção e ganho de produtividade.
Entre os destaques das lavouras, estão:
- 🌱 Soja: +5,3%;
- ☕ Café: +15,1%;
- 🍚 Arroz: -11,3%;
- 🧵 Algodão: -7%;
- 🌽 Milho: estabilidade na produção.
🔎 Os dados das culturas são usados na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior porque o IBGE não dispõe de séries com ajuste sazonal específicas para cada lavoura. Por isso, não é possível afirmar, a partir desses números, quanto cada cultura contribuiu para a alta de 2,8% da Agropecuária no trimestre.
“Teria que fazer o ajuste sazonal para todas as lavouras para poder dizer com certeza quais culturas puxaram o crescimento no trimestre”, diz Moraes.
PIB no segundo trimestre de cada ano — Foto: Arte/g1
Consumo das famílias cai no trimestre
O consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,5%.
O resultado chama atenção diante do avanço da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas no período. Segundo Moraes, porém, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento da renda e do crédito e o comportamento do consumo.
“A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores”, afirmou.
- 🤔 Os juros elevados podem, em teoria, reduzir a demanda e o consumo. Segundo Moraes, no entanto, o cálculo do PIB não permite separar esse efeito dos demais fatores que influenciam o comportamento das famílias.
Análise do PIB por demanda — Foto: Arte/g1
Indústria é puxada pela extração de petróleo e gás
A Indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelas Indústrias Extrativas, que avançaram 3,4% no período. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento desse segmento foi ainda maior, de 12%, impulsionado pelo aumento da extração de petróleo e gás.
A Construção também cresceu na comparação anual, com alta de 1%.
Por outro lado, algumas atividades industriais registraram queda. No trimestre, Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%, enquanto as Indústrias de Transformação e a Construção caíram 0,4% cada.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a Indústria de Transformação recuou 0,9%, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,5%.
Informação e comunicação é destaque entre os Serviços
O setor de Serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano.
O maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 2,1%. Também houve avanço em Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).
O Comércio e as Outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.
Já Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o setor de Serviços cresceu 1,5%. Todas as atividades registraram resultado positivo nessa comparação, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 8,4%.
Veja a variação das demais atividades:
- Informação e comunicação: 8,4%;
- Atividades imobiliárias: 2,2%;
- Transporte, armazenagem e correio: 1,2%;
- Outras atividades de serviços: 1,1%;
- Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 1,0%;
- Comércio: 0,9%;
- Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: 0,9%.
Análise do PIB por setor — Foto: Arte/g1
No semestre, PIB cresce 1,9%
No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
A Agropecuária avançou 3,6%, enquanto a Indústria cresceu 1,6% e os Serviços, 1,8%.
Na Indústria, as Indústrias Extrativas cresceram 12,5% e a Construção avançou 1,1%. Já Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%, enquanto as Indústrias de Transformação caíram 0,9%.
Nos Serviços, o maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 8,0%.
Também tiveram avanço as Atividades imobiliárias (2,6%), as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,9%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) e Transporte, armazenagem e correio (0,9%).
Na demanda interna, o Consumo das Famílias cresceu 1,1% no primeiro semestre, enquanto o Consumo do Governo aumentou 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.
No setor externo, as Exportações cresceram 5,5% e as Importações avançaram 3,4%.
*Reportagem em atualização