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PF e CGU investigam 3 núcleos de operadores de descontos ilegais no INSS em nova fase de operação

por Gilberto Cruz
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A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (27), investiga a atuação de diferentes núcleos regionais ligados às fraudes em aposentadorias e pensões, com alvos distribuídos entre Brasília, São Paulo e Garanhuns (PE).
Nesta etapa, o foco é impedir que os investigados se desfaçam do patrimônio antes da conclusão das apurações.
Durante a investigação, forças de segurança identificaram indícios de que os alvos estariam efetuando a venda rápida de imóveis e bens de luxo por valores abaixo do mercado.
🔎Investigações da PF e da Controladoria Geral da União (CGU), revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Agora no g1
Cada núcleo mira grupos e suspeitos diferentes. Em Brasília, as entidades UNIBAP e ABENPREV são investigadas por suspeitas de descontos feitos diretamente em benefícios previdenciários. Esses descontos teriam ocorrido após acordos de cooperação assinados com o INSS em 2021 e 2023.
Entre os nomes citados nas investigações estão Gutemberg Tito de Souza e Zacarias Canuto Sobrinho. Eles são apontados como pessoas ligadas à administração das associações e à articulação do esquema investigado.
Também aparecem nas apurações Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano e Carlos Henrique da Rocha Gonçalves. Segundo as investigações, eles atuariam como operadores e intermediários na estrutura financeira e operacional.
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Jornal Nacional/ Reprodução
Alvos são associações, servidores e ex-servidores
Já em São Paulo, a investigação mira um grupo conhecido como “Golden Boys”. O núcleo envolve entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, AASAP e ANDAPP.
Entre os nomes investigados estão Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode e Anderson Cordeiro de Vasconcelos. Eles seriam responsáveis pela estrutura e pela gestão das associações investigadas.
Parte dos investigados já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Em Garanhuns, em Pernambuco, a investigação se concentra em servidores e ex-servidores do INSS.
Os principais alvos são Rogério Soares de Souza, que já ocupou cargos de diretoria e na Superintendência Regional do Nordeste, e Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns.
Segundo as investigações, Rogério teria ligação com a ABAPEN. A entidade teria recebido cerca de R$ 70,9 milhões em descontos ao longo de 2024.
Desse total, ao menos R$ 24,7 milhões teriam sido enviados para empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, segundo as investigações.
– Esta reportagem está em atualização.

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