Início » Justiça das Bahamas reconhece liquidação do Master e autoriza busca por ativos no exterior | G1

Justiça das Bahamas reconhece liquidação do Master e autoriza busca por ativos no exterior | G1

por Gilberto Cruz
justica-das-bahamas-reconhece-liquidacao-do-master-e-autoriza-busca-por-ativos-no-exterior-|-g1

A decisão, de 26 de maio — revelada pelo portal “Metrópoles” e a qual a TV Globo e o g1 tiveram acesso — foi tomada pela Suprema Corte das Bahamas.

A decisão da Corte permite que a empresa responsável pela liquidação, a “EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda.”‘, exerça poderes para buscar e administrar ativos no exterior.

O reconhecimento é um passo importante para dar alcance internacional ao processo conduzido no Brasil (leia mais abaixo).

Agora no g1

Agora no g1

Além do Banco Master S.A., a medida se estende a outras quatro empresas do grupo, incluindo banco de investimento e corretora.

Atuação no exterior

Com a decisão, o representante estrangeiro passa a ter autorização para:

  • agir em nome das empresas nas Bahamas;
  • acessar informações financeiras;
  • buscar e recuperar ativos;
  • participar de processos judiciais.

O tribunal destacou que o reconhecimento segue regras de cooperação internacional em casos de insolvência e tem como objetivo garantir uma condução “justa e eficiente” do processo.

Banco Master — Foto: Reprodução/TV Globo

Suspeitas de fraude

Na decisão, o juiz menciona investigações conduzidas no Brasil envolvendo o grupo.

Segundo os autos, há indícios de que o controlador do banco, Daniel Vorcaro, e outros envolvidos teriam desviado pelo menos US$ 1 bilhão em ativos, por meio de operações como compra de ativos com valores inflados e concessão de crédito com garantias supervalorizadas.

O documento também cita a existência de apurações sobre o uso de recursos de investidores e depositantes, o que levou à intervenção do Banco Central.

Linha do tempo

O caso do Banco Master envolve uma sequência recente de eventos:

  • Novembro de 2025: Banco Central decreta liquidação do banco;
  • Março de 2026: novas empresas do grupo entram no processo;
  • Maio de 2026: Justiça das Bahamas analisa pedido;
  • Maio de 2026: reconhecimento do liquidante estrangeiro.

Segundo o tribunal, o processo de liquidação no Brasil tem natureza coletiva e busca reunir ativos para pagamento de credores.

Cooperação internacional

A decisão ressalta que os procedimentos brasileiros são compatíveis com os requisitos legais das Bahamas, inclusive no que diz respeito à supervisão por autoridades e ao acesso ao Judiciário.

O juiz também destacou que o reconhecimento respeita o princípio de “cortesia internacional”, comum em casos de insolvência transnacional, permitindo que países cooperem na administração de ativos e dívidas.

Em outro trecho, a decisão afirma que os tribunais brasileiros mantêm supervisão sobre o processo, mesmo com a atuação do Banco Central, o que atende às exigências da legislação local.

Participação de credores

O tribunal também indicou que a atuação do liquidante deve assegurar tratamento equitativo aos credores, incluindo aqueles situados fora do Brasil.

A medida permite que ativos eventualmente localizados nas Bahamas sejam identificados e incorporados ao processo de liquidação, aumentando as chances de ressarcimento.

A decisão não detalha eventuais recursos, mas, como se trata de uma decisão judicial, ainda cabem questionamentos nas instâncias superiores das Bahamas.

O próprio tribunal ressalta que interessados podem recorrer à Justiça no curso do processo.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63