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Investigação sobre estelionato e lavagem de dinheiro identifica movimentação superior a R$ 2 milhões em MG; dois homens são indiciados

por Gilberto Cruz
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Investigação foi realizada pela Polícia Civil de Pedra Azul
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil concluiu um inquérito que apurava os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro relacionados a uma negociação fraudulenta de um veículo em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha.
Dois homens, ambos de 38 anos, foram indiciados. O principal investigado responderá por estelionato e lavagem de dinheiro. O segundo foi indiciado por lavagem de dinheiro, diante dos indícios de participação na movimentação e ocultação dos valores obtidos com o crime.
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Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após denúncia de uma vítima moradora do município, que relatou ter sido induzida a erro durante tratativas para a compra de um automóvel supostamente intermediada por um vendedor de veículos em Belo Horizonte.
“O suspeito havia conquistado anteriormente a confiança da vítima em outra negociação. Em seguida, convenceu o comprador a transferir R$ 27 mil via Pix, sob a justificativa de que o valor seria utilizado para a retirada do veículo junto a um fornecedor. Após a transferência, o automóvel não foi entregue e o dinheiro não foi restituído”, informou a PCMG.
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Durante os levantamentos, o celular da vítima foi periciado e os policiais encontraram mensagens, áudios e registros de conversas que confirmaram a dinâmica da negociação e apontaram a atuação direta do investigado.
“A análise financeira identificou ainda movimentações incompatíveis com a renda declarada de um dos suspeitos, policial penal. Conforme apurado, o fluxo financeiro ultrapassou R$ 2 milhões, além de transferências relevantes destinadas ao segundo investigado, ambos residentes em Belo Horizonte”.
De acordo com a PCMG, as apurações também indicaram rápida dispersão dos valores recebidos, padrão compatível com práticas de ocultação de recursos de origem ilícita. A investigação apontou ainda indícios de que o principal investigado teria utilizado o mesmo modo de agir para fazer outras vítimas.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pelo sequestro de bens e valores, medida deferida pelo Poder Judiciário. Foi determinado o bloqueio patrimonial até o limite do prejuízo identificado, incluindo mais de R$ 4,4 mil localizados em conta vinculada a um dos investigados.
O inquérito foi concluído nesta semana e encaminhado à Justiça.
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