Início » Ibovespa dispara 3% e dólar cai a R$ 5,10 com pesquisa Quaest no radar | G1

Ibovespa dispara 3% e dólar cai a R$ 5,10 com pesquisa Quaest no radar | G1

por Gilberto Cruz
1 visualizações
ibovespa-dispara-3%-e-dolar-cai-a-r$-5,10-com-pesquisa-quaest-no-radar-|-g1

A nova pesquisa Quaest para a eleição presidencial de 2026 mostrou uma aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, cenário que ajudou a animar os investidores e impulsionou a bolsa brasileira. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira. (entenda mais abaixo)

▶️ No Congresso, a comissão mista aprovou o fim da “taxa das blusinhas”. O texto segue para votação no plenário da Câmara. Já a CCJ do Senado aprovou a proposta sobre o fim da escala 6×1, mas análise no plenário é incerta.

▶️ No exterior, os investidores acompanharam os dados do mercado de trabalho dos EUA e a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, documento que ajuda a orientar as expectativas para os próximos passos da política de juros.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,68%;
  • Acumulado do mês: -1,37%;
  • Acumulado do ano: -6,93%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +5,43%;
  • Acumulado do mês: +4,39%;
  • Acumulado do ano: +14,94%.

Disputa eleitoral mais acirrada influencia mercados

A nova pesquisa Quaest para a eleição presidencial de 2026 mostra Lula (PT) na liderança da corrida ao Palácio do Planalto, com 37% das intenções de voto no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 29%, seguido por Augusto Cury (Avante), que soma 10%. Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada.

Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico, com 42% e 41%, respectivamente. Contra os demais adversários testados, Lula também lidera: vence Ronaldo Caiado (42% a 37%), Augusto Cury (40% a 34%), Renan Santos (43% a 36%) e Romeu Zema (44% a 33%).

Na avaliação de Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o cenário mais equilibrado entre Lula e Flávio Bolsonaro ajuda a explicar por que a pesquisa teve impacto sobre os mercados.

  • 🔎 A leitura é que uma disputa mais acirrada aumenta a possibilidade de vitória para os dois lados, levando investidores a ajustar suas posições de acordo com suas expectativas para a eleição.

Segundo Praça, a bolsa vinha sofrendo com as incertezas relacionadas à eleição, mas o ambiente mudou com a divulgação da nova pesquisa. Em sua avaliação, até notícias que poderiam pressionar o mercado foram absorvidas de forma positiva nesta quarta-feira.

“O que era fraqueza tem sido força: mesmo com os escândalos e vazamentos que tivemos ontem em relação ao Banco Master, isso tem soado até positivo. E as pesquisas eleitorais mostraram mais uma vez um páreo duro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.”

Para Praça, o resultado da pesquisa ajudou a criar um cenário em que investidores com expectativas diferentes sobre a eleição podem se posicionar no mercado. É o que ele chama de “trade eleitoral”: movimentos de compra e venda de ativos baseados nas apostas sobre o resultado da disputa.

“Isso animou os mercados. Afinal, quando há esperança para os dois lados, acaba agradando ambos: os dois têm esperança de vitória. Então, ambos acabam se posicionando, montando o seu trade eleitoral, digamos assim.”

Senado começa a analisar PEC que acaba com a escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado analisa nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e garante dois dias de descanso por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.

A mudança seria gradual. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Após 14 meses, o limite seria reduzido para 40 horas.

Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos. Caso o texto seja alterado, voltará para nova análise da Câmara.

Se os senadores fizerem alterações, a proposta terá de retornar à Câmara dos Deputados antes de poder ser promulgada.

Comissão aprova fim da “taxa das blusinhas”

O texto segue para votação no plenário da Câmara e, depois, ainda precisará ser aprovado pelo Senado antes de 8 de setembro, quando a MP perde a validade.

A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve o fim da cobrança e incluiu um mecanismo para que o Ministério da Fazenda monitore periodicamente os impactos da medida sobre a indústria, o comércio, o emprego, a renda e a arrecadação.

A primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses. O Congresso também fará uma revisão anual da política.

Foi rejeitada a proposta que daria aos Correios exclusividade na entrega de encomendas internacionais de até US$ 50. Segundo o governo, a medida seria inconstitucional.

Mesmo com o fim do imposto federal de importação, o ICMS continuará sendo cobrado, já que o tributo é de competência dos estados.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, com investidores divididos entre o entusiasmo com as empresas de inteligência artificial e a preocupação com a guerra no Oriente Médio. O conflito mantém o petróleo em alta e aumenta as incertezas sobre a economia.

O Dow Jones subiu 0,56%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,46%.

Já as principais bolsas na Europa também ficaram no vermelho, pressionados pelo avanço dos preços do petróleo e pela alta dos rendimentos dos títulos públicos.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,2%. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,30%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 0,50% e o CAC 40, da França, perdeu 0,26%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com predominância de quedas.

Na China, a Bolsa de Xangai caiu 0,97%, enquanto o índice CSI300 recuou 1,38%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve baixa de 0,07%.

Em Tóquio, o Nikkei perdeu 2,85%, e, em Seul, o Kospi registrou a maior queda do dia, de 3,99%. Na contramão, apenas a Bolsa de Cingapura fechou em alta, com avanço de 0,59%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

você pode gostar

Jornalismo com transparência, responsabilidade e respeito ao contraditório.

SAIBA QUEM SOMOS

O Jornal de Minas leva informação de interesse público sobre Betim, Minas Gerais, o Brasil e o mundo, com atenção especial aos acontecimentos que impactam nossa região.

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63

Visitantes: 1.384.903