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Ibovespa bate recorde e fecha acima de 166 mil pontos pela 1ª vez; dólar sobe | G1

por Redação

O aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Europa voltou a ficar no centro das atenções. Embora declarações recentes do presidente Donald Trump tenham reforçado a cautela nos mercados por receio de novas retaliações comerciais, analistas avaliam que o atual cenário abre espaço para mercados emergentes — parte do que explica o forte avanço da bolsa nesta terça.

▶️ As tensões comerciais entre EUA e Europa seguem no radar. No final de semana, Trump anunciou uma tarifa de 10% contra países europeus que são contrários aos planos americanos de anexação da Groenlândia. Líderes da União Europeia, por sua vez, classificaram as taxas como “inaceitáveis” e indicaram que o bloco já avalia possíveis contramedidas.

▶️ O cenário acabou aumentando a aversão ao risco nos mercados globais, fazendo com que investidores reduzissem suas posições em Wall Street e redirecionassem recursos para os mercados emergentes — entre eles o Brasil, o que acabou impulsionando o Ibovespa acima dos 166 mil pontos.

  • Trump deve discursar no fórum amanhã, e afirmou que pretende se reunir com “diversas partes” para defender sua posição sobre a importância estratégica da Groenlândia para os EUA.

▶️ Ainda na agenda, também está prevista a audiência da diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA, após uma tentativa de demissão por parte de Trump. O caso é visto como um teste para a independência do banco central americano.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,14%;
  • Acumulado do mês: -1,98%;
  • Acumulado do ano: -1,98%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,90%;
  • Acumulado do mês: +3,20%;
  • Acumulado do ano: +3,20%.

Tensão EUA-Europa

A tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de incorporar a Groenlândia ao território americano abriu uma frente inédita de tensão entre Washington e a União Europeia.

As tensões chegaram ao ápice após o presidente americano anunciar, no último sábado (17), uma tarifa de 10% sobre oito países europeus contrários ao plano de anexação da ilha pelos EUA.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que esse tipo de estratégia não contribui para resolver disputas dentro de uma aliança e ressaltou que uma guerra tarifária não atende aos interesses de nenhuma das partes.

As críticas se estenderam a outros governos europeus. Ministros das Finanças que participaram de reuniões em Bruxelas falaram em decisões “irresponsáveis” e defenderam uma reação firme e coordenada do bloco.

“A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante discurso no Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira.

“As tarifas propostas são um erro, especialmente entre parceiros de longa data”, completou.

A Alemanha, por sua vez, indicou que não aceitará chantagens e lembrou que a União Europeia dispõe de diferentes instrumentos de resposta.

Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem direta a Trump demonstrando perplexidade com a ofensiva contra a Groenlândia.

“Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia”, escreveu Macron.

Bolsas globais

Os principais índices de Wall Street caíram para uma mínima de quase três semanas nesta terça-feira.

O movimento acontece depois de Donald Trump renovar as ameaças de novas tarifas contra oito países europeus, vinculando o fim das medidas à compra da Groenlândia — proposta rejeitada pelas autoridades da ilha e da Dinamarca.

A aversão ao risco aumentou, levando investidores a buscar proteção no ouro, que avançou 1,88%, cotado a US$ 4.758,93 por onça-troy.

O Dow Jones Industrial Average caiu 1,76%, para 48.488,96 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,06%, aos 6.796,94 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 2,39%, para 22.954,32 pontos.

Na Europa, os mercados acompanharam o tom negativo vindo do exterior, com as novas ameaças tarifárias dos EUA afetando diretamente o humor dos investidores.

No fechamento, o índice Stoxx 600 recuou 0,72%, aos 602,68 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,67%, para 10.126,78 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, teve baixa de 1,08%, aos 24.689,67 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, cedeu 0,61%, para 8.062,58 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o dia pressionados por medidas mais firmes das autoridades reguladoras chinesas contra práticas consideradas abusivas.

No fechamento, os principais índices tiveram desempenho variado.

Em Xangai, o SSEC caiu 0,01% para 4.113 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,33% para 4.718 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,29% para 26.487 pontos.

No Japão, o Nikkei perdeu 1,1% para 52.988 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,39% para 4.885 pontos. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,38% para 31.759 pontos, e em Cingapura, o Straits Times recuou 0,23% para 4.823 pontos.

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