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Grávida, Isabella Scherer é diagnosticada com toxoplasmose; especialista explica como doença é transmitida

por Gilberto Cruz
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Influenciadora conta que foi diagnosticada com toxoplasmose na gravidez
Reprodução/Instagram
Grávida do terceiro filho, a influenciadora Isabella Scherer contou aos seguidores que foi diagnosticada com toxoplasmose.
➡️ A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ela pode ser transmitida a humanos de diferentes formas: pelo consumo de carne crua ou malpassada contaminada, pela ingestão de água, frutas e verduras contaminadas. Ou pelo contato com fezes de animais contaminados.
Embora muitos casos passem despercebidos por apresentarem sintomas leves ou inexistentes, no caso de gestantes a infecção pode causar malformações no bebê, o que torna o diagnóstico precoce determinante para o tratamento.
Toxoplasmose na gravidez pode causar problemas de saúde para o bebê
Reprodução/Instagram
O que aconteceu com a Isa Scherer?
Depois dos gêmeos, Isa revelou estar grávida do seu terceiro filho. Nos últimos dias, ela contou nas redes sociais que logo no começo da gravidez descobriu que o diagnóstico de toxoplasmose.
Em um exame de rotina, porque o acompanhamento da doença faz parte do pré-natal, o resultado saiu positivo. Nas redes, ela contou que a médica dela disse que o diagnóstico foi precoce, perto das dez semanas de gestação, que ela já começou o tratamento e que isso impediu que a doença passasse para o bebê — principal risco da doença.
Segundo a influenciadora, ela não sabe como teve contato com algo contaminado. Ela conta que estava evitando qualquer comida crua. No entanto, sua médica levantou a hipótese de contaminação pelos filhos, que costumam brincar em parques com caixas de areia — espaços frequentemente visitados por gatos de rua.
Como funciona a transmissão
O mecanismo por trás do contágio é mais indireto do que costuma parecer. O parasita presente se mistura à terra e, a partir daí, contamina a carne de animais terrestres — como boi, frango e porco — que se alimentam de vegetação exposta ao solo contaminado.
Também podem carregar o parasita saladas, frutas e verduras cultivadas em contato com a terra e consumidas sem higienização adequada.
➡️ Por isso, a recomendação para gestantes é:
não consumir carne malpassada
lavar bem alimentos que crescem rente ao solo
evitar alimentos crus
e redobrar o cuidado ao manusear terra, como em atividades de jardinagem.
Quais são os riscos durante a gravidez
Assim que a infecção é identificada, a gestante começa a tomar uma medicação para impedir a proliferação do parasita. Por volta da 16ª semana, é feita uma amniocentese — punção que verifica se houve transmissão para o bebê.
Caso o resultado seja positivo, o tratamento muda para um antibiótico específico voltado à criança. Se o bebê não tiver sido contaminado, a gestante mantém o uso do medicamento original até o fim da gravidez, como forma de evitar que o parasita se reproduza.
➡️ No caso das Isa, ela contou que passou pelo exame de punção, que confirmou que a doença não passou para o bebê.
O momento da gestação em que ocorre o contágio influencia diretamente o risco de transmissão para o feto. No início da gravidez, a placenta ainda é pouco desenvolvida e a conexão entre o sangue da mãe e do bebê é menor, o que reduz as chances de contaminação. Esse risco cresce à medida que a gestação avança.
A ginecologista e obstetra Carol Ambrogini afirma que casos como o de Isabella Scherer são mais comuns do que se imagina.
“É mais frequente do que a gente pensa. No início da gestação o risco é menor porque tem menos conexão do sangue da mãe com o sangue do bebê, a placenta ainda é muito rudimentar. Mas a medida que a gravidez progride, essas chances aumentam. Por isso, é muito importante fazer o pré-natal, ter um acompanhamento, para evitar uma complicação” explica.
Gato de casa não é o vilão
Um dos pontos que mais geram confusão sobre a toxoplasmose é o papel dos gatos domésticos. Segundo Carol Ambrogini, o gato só se contamina ao se alimentar de presas infectadas — como um rato que carrega o parasita na natureza.
É esse hábito de caça que coloca o animal em contato com o Toxoplasma gondii, não o simples fato de ser um gato.
Por isso, gatos domésticos, que se alimentam apenas de ração e têm acesso restrito à rua, representam risco bem menor de transmissão. Já os gatos de rua, que caçam e enterram as fezes no solo, têm contato constante com a terra — o que os torna parte relevante do ciclo de contaminação ambiental do parasita.

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