Uma dessas medidas diz respeito a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, que fazem as combinações que resultam nos fertilizantes.
A outra, tem a ver com investimentos, como uma forma de complemento ao Plano Brasil Soberano (entenda mais abaixo).
Ainda segundo o ministro da Fazenda, a ajuda pontual às empresas não significará a ampliação de gastos públicos de forma descontrolada.
Entre os setores mais atingidos pelas novas tarifas estão o de móveis, calçados e máquinas e equipamentos.
O objetivo do governo é ouvir as necessidades dos empresários e ajudar na busca de novos mercados e na sobrevivência de empresas (leia mais abaixo).
Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Ajuda às empresas
Segundo integrantes do governo, a ajuda não deve ocorrer com cotas para exportação ou desonerações.
Isso quer dizer que a estratégia não deve girar em torno da definição de limites para quantidade de produtos exportados ou na redução ou retirada de impostos para amenizar custos das empresas.
Segundo técnicos que desenharam a medida, o governo busca um complemento ao Plano Brasil Soberano, criado no ano passado com o objetivo de fortalecer a produção nacional e mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos EUA.
Ainda segundo esses técnicos, s ideia é identificar empresas que continuam enfrentando dificuldades mesmo após as medidas já adotadas e oferecer instrumentos adicionais, principalmente linhas de crédito para custeio e investimentos.
🔎O Plano Brasil Soberano foi estruturado em três eixos principais: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial
Fertilizantes
Em outra frente, o governo também prepara medidas para reduzir o impacto da alta dos insumos para fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro.
O que está em estudo é uma linha de crédito para as empresas misturadoras, responsáveis pelo produto final utilizado na agricultura brasileira.
Na prática, essas empresas misturadores compram matérias-primas, como nitrogênio, fósforo e potássio, e fazem as combinações adequadas para produzir os fertilizantes usados nas lavouras brasileiras.
