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Gastos administrativos da máquina pública atingem maior valor em 9 anos em 2025 | G1

por Redação
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Os números, que são Secretaria do Tesouro Nacional, foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica tem início em 2011.

Os dados mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da petista Dilma Rousseff, entre 2011 e meados de 2016 – quando sofreu o impeachment.

GASTOS COM CUSTEIO ADMINISTRATIVO

EM R$ BILHÕES (CORRIGIDOS PELA INFLAÇÃO)

Fonte: TESOURO NACIONAL

Essas despesas foram menores nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2023. No ano passado, voltou a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões.

Entre essas despesas administrativas, estão:

  • água;
  • energia elétrica;
  • telefone;
  • serviços de limpeza;
  • vigilância;
  • apoio administrativo e operacional;
  • combustíveis;
  • tecnologia da informação;
  • aluguel de imóveis e veículos;
  • diárias e passagens; e
  • serviços bancários.

💵A explicação é que a despesa com custeio da máquina pública está dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação).

💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor.

📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios.

➡️Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles:

  • investimentos em infraestrutura;
  • verbas para a defesa agropecuária;
  • bolsas do CNPq e da Capes;
  • emissão de passaportes;
  • fiscalização ambiental e do trabalho escravo;
  • Farmácia Popular;
  • despesas administrativas;
  • recursos para universidades federais; e
  • recursos para agências reguladoras, entre outros.

“Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral”, afirmou Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA.

“Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece”, disse Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

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