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Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas | G1

por Gilberto Cruz
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Ele está sendo acusado nos Estados Unidos por cometer fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. O processo foi aberto na quarta-feira (27) pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI.

O italiano Michele Spagnuolo é engenheiro de software no Google desde 2014. Com residência na Suíça, ele passou por audiência com uma juíza federal em Nova York.

Os investigadores afirmam que Spagnuolo usou o seu acesso a um sistema interno do Google para acertar que o cantor americano D4vd seria a pessoa mais pesquisada no site em 2025, o que, de fato, aconteceu.

Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket — Foto: AP Photo/Jenny Kane

Por meio do apelido AlphaRacoon, o funcionário apostou US$ 2,5 milhões no nome de D4vd quando outros usuários ainda viam chances mínimas de o cantor aparecer no topo da lista, afirmaram as autoridades.

Como engenheiro de software do Google, Spagnuolo usou seu acesso a dados internos de sistemas da empresa para definir sua especulação no Polymarket, um dos maiores sites de mercados de previsão.

❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar.

A plataforma do Google tem alertas de que as informações são privadas, e o funcionário teve que concordar com políticas de confidencialidade da empresa. Ainda assim, fez apostas de outubro a dezembro de 2025, segundo a investigação.

O lucro indevido veio em 4 de dezembro, quando o Google publicou suas listas com os principais temas do ano em suas buscas.

Segundo a ação, após receber o dinheiro pela especulação, Spagnuolo tomou medidas para ocultar o uso ilegal de informações particulares e a origem de seus lucros ilícitos.

“As acusações reforçam uma mensagem de décadas: executivos de empresas não podem usar informações confidenciais para obter lucro em nossos mercados”, disse Jay Clayton, procurador federal para o Distrito Sul de Nova York.

Esta não é a primeira polêmica envolvendo o uso de informações privilegiadas para faturar em mercados de previsão.

Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas.

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