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EUA abrem investigação contra Samsung | G1

por Gilberto Cruz
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Autoridades comerciais dos EUA abriram uma investigação sobre os chips de memória da Samsung Electronics e os produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses componentes, após uma denúncia da Netlist por suposta violação de patentes.

A Netlist, que tem sede na Califórnia, acusou a Samsung e suas subsidiárias nos Estados Unidos de infringir patentes relacionadas à memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM, na sigla em inglês), um tipo de chip que armazena temporariamente dados para os processadores.

A Netlist pediu à USITC que bloqueie a importação dos chips e dos produtos envolvidos no caso e determine que as empresas deixem de comercializá-los nos EUA. Um juiz administrativo da comissão conduzirá uma audiência para análise das provas e emitirá uma decisão inicial, que poderá ser revisada pela própria USITC.

A comissão definirá, em até 45 dias, o prazo para a conclusão da investigação. Qualquer decisão entra em vigor imediatamente e se torna definitiva após 60 dias, a menos que seja revertida pelo Representante de Comércio dos EUA por razões de política comercial.

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A investigação representa o capítulo mais recente de uma disputa de patentes que se arrasta há anos entre as empresas e envolve tecnologias de memória de alto desempenho.

Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (R$ 598,6 milhões) à Netlist por violação de patentes relacionadas a tecnologias de processamento de dados usadas em produtos de memória. A decisão veio após outro veredicto favorável à Netlist, de US$ 303 milhões (R$ 1,5 bilhão), em um caso semelhante julgado em 2023.

Desde então, a demanda por chips de memória disparou, à medida que grandes empresas de tecnologia dos EUA aceleram a construção de centros de dados necessários para operar serviços de inteligência artificial. O movimento tem impulsionado os preços desses componentes produzidos por fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron.

Samsung, Google (controlado pela Alphabet), Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

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