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‘Foi a minha tentativa de sensibilizar o cara’, diz Flávio Bolsonaro sobre ida aos EUA para tratar de tarifaço com Trump

por Gilberto Cruz
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Flávio Bolsonaro durante participação no podcast Flow
Reprodução
Pré-candidato à Presidência pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua viagem aos Estados Unidos para participar de audiência sobre tarifas de 25% foi uma tentativa de “sensibilizar” o presidente americano, Donald Trump.
“Nós temos diversas coisas aqui que podem interessar os Estados Unidos e vice-versa, vamos sentar e ver o que melhor Brasil e para vocês sem tarifa sobre a mesa. Espera só um pouquinho. Foi a minha tentativa de sensibilizar o cara [Trump]. Então, assim, era arma que eu tinha, não foi por causa de eleição. Independente do resultado da eleição, se eu conseguisse isso, eu ou o outro candidato vai ter que lidar”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista ao podcast Flow.
No dia 7 de julho, Flávio Bolsonaro discursou em audiência pública nos Estados Unidos sobre o novo tarifaço. Na oportunidade, ele estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos — e fez o pronunciamento em inglês.
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão”, disse.
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O senador também mencionou que este é o “pior momento possível” para a aplicação da medida e defendeu o adiamento.
Novo tarifaço dos EUA
Nesta quarta-feira (15) se encerra o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de medidas contra produtos brasileiros.
O processo abriu uma disputa entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para apresentar argumentos contra as medidas. Com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, o governo americano avalia a aplicação de duas sobretaxas sobre produtos brasileiros.
A primeira é uma tarifa adicional de 12,5%, aplicada também a mais de 60 países, sob a justificativa de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
A segunda prevê uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com empresas americanas.
Representantes do governo dos Estados Unidos informaram ao governo brasileiro na manhã desta quarta-feira (15) que a decisão sobre a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros sairá nesta tarde, conforme informado pelo blog do Valdo Cruz.
[Matéria em atualização]

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