Em uma petição apresentada a um tribunal do condado de Pasco, o procurador-geral do estado, James Uthmeier, solicitou uma decisão provisória para que a empresa identifique e remova do Facebook e do Instagram usuários da Flórida com menos de 14 anos.
Ele também pediu que a Meta limite o uso dos aplicativos por adolescentes do estado a duas horas por dia, somando o tempo em todos eles e desative para esses adolescentes recursos como a reprodução automática de conteúdo e a rolagem infinita, que permite continuar vendo publicações sem chegar ao fim da página.
O estado quer que as medidas entrem em vigor imediatamente e sejam mantidas enquanto o processo contra a Meta estiver em andamento. Procurada pela Reuters, a Meta ainda não se posicionou.

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A ação acusa a empresa de projetar suas plataformas para causar dependência em jovens e de enganar os consumidores sobre a segurança dos serviços. O processo é um entre dezenas de ações semelhantes movidas por estados contra a companhia.
Uthmeier, que é membro do Partido Republicano, decidiu não aderir ao acordo e dar continuidade ao processo da Flórida.
Na petição, o estado classificou o acordo como “um mero puxão de orelha” e argumentou que ele será visto apenas como um custo de fazer negócios, sem impedir a repetição desse tipo de comportamento.
As medidas solicitadas pela Flórida são mais rígidas do que as aceitas pela Meta no acordo. Elas também incluem bloquear o acesso dos adolescentes às mensagens depois de atingirem o limite diário de uso e proibir a exibição de anúncios para esse público.
O gabinete de Uthmeier argumentou que as mudanças já aceitas pela Meta indicam que as medidas solicitadas pelo estado são viáveis.

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