
Lito Sousa é o nome profissional do piloto Joselito Geraldo de Sousa, de 59 anos, um dos principais influenciadores brasileiros especializados em aviação.
Reprodução/Redes Sociais
A Ionis Pharmaceuticals, empresa responsável por uma das pesquisas procuradas pela família de Lito Sousa, informou nesta terça-feira (25) que o estudo com o ION717 não está mais recrutando participantes.
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O medicamento ainda está em testes para doenças priônicas, grupo que inclui a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada no piloto e influenciador.
🧠 ENTENDA: Essas doenças são causadas pelo acúmulo de proteínas príon anormais no cérebro, que danificam os neurônios.
O estudo era uma das duas possibilidades buscadas pela família de Lito nos Estados Unidos diante da rápida progressão da doença.
Em uma publicação nas redes sociais, a farmacêutica afirmou que reconhece a urgência relatada por Lito e seus familiares, mas que não comenta publicamente casos individuais.
Segundo a empresa, a situação está sendo tratada de forma privada, de acordo com seus procedimentos médicos e regulatórios.
“O estudo não está mais recrutando participantes. A segurança e a eficácia do ION717 ainda não foram estabelecidas”, afirmou a empresa.
➡️ Isso significa que, neste momento, não é possível entrar no grupo de voluntários que recebe o medicamento dentro dessa pesquisa.
A empresa também afirmou que o ION717 não está disponível por meio de um programa de acesso expandido.
Postagem da Ionis.
Reprodução/Instagram
Esse tipo de mecanismo pode permitir, em determinadas situações, que pacientes com doenças graves tenham acesso a um medicamento ainda experimental mesmo sem participar do estudo clínico.
No caso do ION717, porém, essa possibilidade não está disponível atualmente, segundo a farmacêutica.
O medicamento está sendo testado pela primeira vez em pessoas com doenças priônicas. Como a pesquisa ainda está em uma fase inicial, os cientistas buscam entender principalmente se a substância é segura, como é tolerada pelos pacientes e como age no organismo.
A resposta da empresa, contudo, trata apenas dessa pesquisa. A família de Lito também tenta acesso ao PRiSM, estudo conduzido pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT.
Nesta última terça-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta formalizou um pedido para incluir Lito na fase inicial do PRiSM.
Segundo ele, os responsáveis pela pesquisa informaram que o influenciador foi colocado na lista para a triagem.
➡️ Até agora, porém, Lito não conseguiu uma vaga para receber os medicamentos em teste.
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Lito Sousa: Ministério da Saúde pede inclusão de piloto em estudo clínico
A família de Lito vinha tentando contato com os responsáveis pelos dois estudos diante da rápida evolução da doença.
No domingo (23), a empresária Mila Seidl, esposa do influenciador, contou que havia procurado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para pedir apoio.
Nesta terça-feira, ela afirmou também ter buscado ajuda do Itamaraty.
Um dos caminhos avaliados pela família era também o ION717, estudo mais avançado conduzido pela Ionis Pharmaceuticals. A pesquisa, porém, já estava fechada para a entrada de novos voluntários.
Também nesta terça, o Broad Institute se manifestou publicamente sobre o caso.
Em uma publicação no Instagram, o instituto afirmou que estava em contato com a equipe de Lito para avaliar as possibilidades.
“Não sabemos se podemos ajudar, mas vamos tentar.”
No mesmo post, o perfil de Lito respondeu o instituto e afirmou que a opção oferecida foi a “participação no estudo no grupo de observação, sem receber a medicação” e que a família ainda aguardava a possibilidade de ele passar, de fato, pelo tratamento experimental.
Broad Institute se posiciona sobre o pedido para incluir Lito no estudo sobre a DCJ
Reprodução
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