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Eleição e briga de Alcolumbre com Lula explicam aprovação de ‘pautas-bomba’ no Senado

por Gilberto Cruz
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Depois das derrotas desta quarta-feira (10) do governo no Senado Federal, com a aprovação de “pautas-bombas” que podem gerar um rombo superior a R$ 200 bilhões, a equipe do presidente Lula aponta três motivos para o resultado negativo:
senadores com planos de fazer acenos para suas bases eleitorais;
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, em busca de agradar senadores para garantir sua reeleição para o comando da Casa no próximo ano;
o péssimo momento na relação entre Lula e Alcolumbre.
Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE e evitaram trocara olhares
Walter Rocha / TV Globo
Agora, o governo conta com a Câmara dos Deputados, mais especificamente o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), para evitar que esses projetos sejam aprovados também neste ano.
Ao contrário de Alcolumbre, Hugo Motta vive um momento de excelente relacionamento com o presidente Lula.
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Votação no Senado
O governo chegou a acreditar que Alcolumbre pudesse segurar a votação das pautas-bomba. Isso porque, depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Senado disse no plenário que não colocaria esses projetos em votação a pedido do governo.
Nessa quarta-feira (10), Alcolumbre foi no sentido oposto. Disse que, mesmo sem acordo com o governo, iria colocar em votação o projeto de renegociação das dívidas de produtores rurais.
O texto, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado, criando o risco de um impacto fiscal de R$ 140 bilhões nos próximos dez anos.
Segundo líderes governistas, Alcolumbre quis fazer um aceno a senadores para conquistar o apoio deles para sua candidatura à reeleição. Além disso, o presidente do Senado estaria também enviando sinais ao presidente Lula de que ele precisa aceitar um encontro para aparar arestas.
Lula, porém, ainda não deu sinal verde a seus líderes para que o encontro seja realizado. Eles estão rompidos desde que o Senado, sob condução de Alcolumbre, rejeitou o nome de Jorge Messias para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.

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