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Dólar hoje: moeda cai mais de 4% em reação ao resultado do 1º turno | G1

por Gilberto Cruz | Repórter e Jornalista
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O Ibovespa funciona como uma espécie de termômetro do mercado de ações brasileiro, refletindo o desempenho de algumas das principais empresas negociadas na B3. Os preços desses papéis são influenciados pelas expectativas dos investidores para fatores como juros, inflação e atividade econômica, além das perspectivas para as próprias empresas e da percepção de risco.

O impacto da disputa eleitoral também aparece no dólar, que marcava queda de 4,50% no mesmo horário, cotado a R$ 4,9810. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9530.

▶️ Nesta segunda-feira, o movimento de valorização da bolsa ocorre em meio à reavaliação do cenário político e fiscal após o resultado do primeiro turno das eleições. Diferentemente do que indicava a maioria das pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), com pouco mais de 47% dos votos válidos. Com isso, investidores recalibram suas apostas para o segundo turno e avaliam os possíveis impactos do resultado sobre a economia brasileira. A nova votação acontece em 25 de outubro. Leia mais.

▶️Os papéis do setor financeiro estavam entre os destaques do pregão. Perto das 10h50, os papéis do Banco do Brasil subiam 13,20%, enquanto os da B3 avançavam 27,79% e os do Bradesco disparavam 12,01%.

▶️Na agenda econômica, o mercado fica de olho em novos dados no Brasil e nos EUA. Por aqui, o relatório Focus, do BC, mostrou que a expectativa dos economistas para a inflação neste ano voltou a ficar acima de 5%, na terceira semana seguida de aumento. O mercado também espera mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros. A projeção para o PIB caiu de 1,86% para 1,85%.

  • Já nos EUA, a atividade do setor de serviços desacelerou em setembro, com a demanda interna sobrecarregando as cadeias de oferta e elevando os preços pagos pelas empresas por seus insumos. Os dados reforçam a perspectiva de que a inflação americana deve seguir elevada.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

  • Acumulado da semana: +0,67%;
  • Acumulado do mês: +0,80%;
  • Acumulado do ano: -4,97%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +4,71%
  • Acumulado do mês: +3,10%;
  • Acumulado do ano: +19,23%.

Dólar despenca e fica abaixo dos R$ 5 com 1º turno das eleições

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Flávio termina à frente de Lula no 1º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25. Com as urnas apuradas, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

O resultado contrariou grande parte das pesquisas eleitorais, que indicavam vantagem de Lula no primeiro turno.

O desempenho de Flávio, acima do esperado por parte do mercado, levou investidores a recalibrar as apostas para o segundo turno. Analistas associam uma eventual vitória do candidato do PL a uma maior possibilidade de mudanças na política fiscal, o que ajuda a explicar a forte valorização do real e a reação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira.

A reação começou antes mesmo da abertura do mercado brasileiro. Ativos do país negociados no exterior registraram forte valorização após o resultado das urnas. O EWZ, fundo de índice de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a avançar mais de 10%.

Os mapas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 mostram que a geografia do voto no país permaneceu semelhante à de 2022, apesar de mudanças em alguns estados. Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente em 12.

Bolsas globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam mistos nesta segunda-feira (5), conforme investidores buscavam novas pistas sobre a trajetória dos juros no país, em meio aos rendimentos dos títulos públicos e preços do petróleo ainda elevados.

Perto das 10h50, o Dow Jones caía 0,50%, enquanto o S&P 500 subia 0,19% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,57%.

Na Europa, os principais índices da região também operavam entre altas e baixas. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,11% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,14%. Já o CAC-40, da França, caía 1,07%.

Na Ásia, a maioria dos mercados da região fechou em alta, em meio ao maior otimismo em relação às ações ligadas à inteligência artificial.

O índice Nikkei, do Japão, subiu 2,40%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,28% e o Taiex, de Taiwan, valorizou 2,55%. O Kospi, da Coreia do Sul, SSEC, Índice de Xangai, e o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceram fechados.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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* Com informações da agência de notícias Reuters.

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