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Dólar fecha queda, de olho em dados econômicos e conflito entre EUA e Irã; Ibovespa sobe | G1

por Gilberto Cruz
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▶️ E por falar em Fed, investidores também repercutiram a decisão de juros da instituição, anunciada na véspera. O BC americano manteve a taxa inalterada na faixa de 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado e marcou a quinta reunião seguida em que o BC americano deixou os juros no mesmo nível.

▶️ A volta das tensões entre EUA e Irã também seguiram sob os holofotes. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, prometeu retaliações contra o Irã pelo ataque do país a militares americanos na Jordânia. Segundo o republicano, cinco projéteis foram interceptados.

  • Mesmo diante das tensões, o petróleo operava em queda nesta quinta-feira. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,45%, cotado a US$ 89,42. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 0,44% no mesmo horário, a US$ 84,09 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,40%;
  • Acumulado do mês: -1,98%;
  • Acumulado do ano: -7,80%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,78%;
  • Acumulado do mês: +2,98%;
  • Acumulado do ano: +9,94%.

EUA e Irã seguem no radar

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (29) que os Estados Unidos atingiriam o Irã com “muita força” após um ataque contra militares americanos na Jordânia.

“Agora é a nossa vez”, disse Trump a repórteres na Casa Branca. Ele afirmou que Washington veria se haveria um acordo em algum momento, “mas vamos atingi-los com muita força”.

Mais cedo, em entrevista à Fox, o republicano havia prometido “dar uma surra” em Teerã em resposta.

Trump disse que o Irã lançou cinco mísseis balístico em direção a posições americanas, mas o sistema Patriot interceptou todos os projéteis.

Trump também afirmou ter sido informado sobre um ataque de drone contra navios-tanque ao largo do Egito, mas não informou como os EUA vão reagir.

Empresas de segurança marítima e o governo egípcio reportaram que a embarcação Energos Winter, que armazena Gás Natural Liquefeito (GNL) e pertence a uma empresa dos EUA, foi atingida por um drone no porto de Damieta.

Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices americanos subiam nesta quinta-feira (30), impulsionados pelos resultados da Microsoft, que superaram as expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) atingiram o maior patamar em 19 anos após o Fed manter as taxas de juros inalteradas.

Perto das 15h30, o Dow Jones subia 1,12%, o S&P 500 tinha alta de 1,47% e o Nasdaq Composite subia 2,57%.

Na Europa, a maioria dos índices fechou no azul, impulsionados por fortes resultados em setores cíclicos, como o financeiro e o industrial. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,8%, aos 649,95 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,60%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,92%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e caiu 0,10%.

Na Ásia, as ações chinesas caíram nesta quinta-feira, em meio a uma forte onda de vendas nos setores de chips e transceptores ópticos.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,10%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,6%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,2% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,71%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 1,23%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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