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Dólar cai a R$ 5,42 após Flávio Bolsonaro indicar que pode desistir de candidatura; Ibovespa sobe | G1

por Redação

▶️ A possibilidade de que Flávio abandone a disputa recolocou o cenário eleitoral no centro das análises. Ao admitir que poderia deixar a corrida em troca de anistia para o pai, Jair Bolsonaro, o senador elevou a incerteza sobre o cenário político para o próximo ano.

▶️ Analistas avaliam que a entrada de Flávio enfraquece a oposição e pode ampliar as chances de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para agentes do mercado, a manutenção do governo atual tornaria mais difícil realizar ajustes robustos nas contas públicas.

  • Há também a percepção de que Tarcísio de Freitas seria um nome mais competitivo, o que frustrou parte do mercado que esperava uma eventual chapa Tarcísio–Michelle Bolsonaro, considerada mais unificadora para a direita.

▶️ Mesmo assim, o foco principal da semana está nas decisões sobre nas taxas básica de juros no Brasil e nos EUA. Tanto o Banco Central quanto o Federal Reserve divulgam suas resoluções na quarta-feira (10).

  • Por aqui, o mercado espera que a Selic seja mantida em 15%, enquanto busca sinais sobre quando o ciclo de cortes pode começar.
  • Nos EUA, cresce a aposta de mais um corte de 0,25 ponto, embora a decisão possa dividir opiniões dentro do Fed.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,22%;
  • Acumulado do mês: +1,60%;
  • Acumulado do ano: -12,28%.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

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📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,52%;
  • Acumulado do mês: -0,56%;
  • Acumulado do ano: +31,51%.

Cenário eleitoral no foco

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar. Eu tenho um preço, só que eu só vou falar para vocês amanhã”, afirmou Flávio.

Sem o apoio do Centrão e enfrentando baixa adesão nas pesquisas, Flávio passou a sugerir que sua saída da disputa poderia ser condicionada à aprovação de uma anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

  • 👉 Preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro está impedido de disputar as eleições. A situação levou aliados de Bolsonaro a disputar, ao longo dos últimos meses, o capital político do ex-presidente.
  • 👉 Até então, líderes do Centrão trabalhavam com outra formação: uma chapa encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Michelle Bolsonaro como vice. Essa composição era vista como mais competitiva e capaz de unificar o eleitorado de direita.
  • 👉 No Palácio do Planalto, ela também era considerada a principal alternativa de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já confirmou a intenção de buscar a reeleição no próximo ano.
  • 👉 A possível candidatura de Fláviofoi recebida com cautela pelos investidores. A reação pressionou o câmbio e levou o dólar a avançar mais de 2% na sexta-feira, encerrando o dia em R$ 5,4328 — o maior patamar em quase dois meses. Já o Ibovespa caiu 4,31%, aos 157.369 pontos, registrando o pior desempenho desde fevereiro de 2021.

Além disso, metade dos entrevistados afirma que não votaria em um candidato indicado por Bolsonaro.

Diante desse cenário pouco favorável, bolsonaristas passaram a levantar a hipótese de que o lançamento da pré-candidatura de Flávio teria sido uma forma de pressionar o Congresso.

A ideia seria construir um acordo com o Centrão: em troca de apoio a uma candidatura considerada mais competitiva — como a de Tarcísio de Freitas —, haveria espaço para discutir uma anistia mais ampla para o ex-presidente.

Flávio afirmou que detalharia seus próximos passos após uma reunião com lideranças do Centrão, prevista para hoje. Ele espera que o projeto de anistia seja pautado ainda nesta semana e disse contar com o compromisso dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para levar o tema adiante.

Agenda econômica

Os economistas voltaram a reduzir as projeções de inflação para os próximos anos e, ao mesmo tempo, passaram a esperar um crescimento um pouco maior da economia brasileira.

  • 2025: caiu de 4,43% para 4,40%, quarta redução seguida
  • 2026: recuou de 4,17% para 4,16%, terceiro ajuste consecutivo
  • 2027: permaneceu em 3,80%
  • 2028: seguiu em 3,50%
  • 2025: passou de 2,16% para 2,25%
  • 2026: subiu de 1,78% para 1,80%
  • 2025: manteve-se em 15% ao ano
  • 2026: avançou de 12% para 12,25%
  • 2025: projeção continua em R$ 5,40
  • 2026: permanece em R$ 5,50

À espera dos juros

Outro destaque desta semana fica com as decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (banco central dos EUA), ambas previstas para quarta-feira (10).

Por aqui, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa básica de juros (Selic) inalterada em 15% ao ano mais uma vez. Em falas recentes, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, já indicou que os juros devem permanecer elevados, reiterando que as decisões do BC são embasadas em fatos e dados.

Em evento no início deste mês, o banqueiro central já havia dito que os dados de desemprego de outubro mostram um cenário econômico mais complexo do que o esperado, afirmando que esse contexto exige uma atuação mais conservadora na condução da política monetária.

“O Brasil vive um contexto em que variáveis que normalmente caminham juntas passaram a se mover em direções inesperadas — como juros altos acompanhados simultaneamente por queda do desemprego e da inflação”, afirmou à época.

Já nos EUA, a maior parte dos investidores acredita que o Fed deve reduzir as taxas norte-americanas em 0,25 ponto percentual, dando continuidade ao ciclo de corte de juros.

As apostas foram reforçadas após o PCE de setembro, divulgado em atraso por conta da paralisação de 43 dias do governo norte-americano.

O indicador, que é a medida de inflação preferida do Fed, indicou que os gastos do consumidor dos EUA aumentaram em linha com as previsões em setembro, enquanto os preços básicos subiram 2,8% em relação ao ano anterior — patamar levemente abaixo da expectativa do mercado, de alta de 2,9%.

Bolsas globais

Diante do cenário, o índice Dow Jones recuou 0,45%, aos 47.739,32 pontos, o S&P 500 teve perdas de 0,35%, aos 6.846,51 pontos, e o Nasdaq registrou queda de 0,14%, aos 23.545,90 pontos.

As bolsas europeias fecharam praticamente estáveis nesta segunda-feira. O clima foi de cautela porque os investidores aguardam a decisão do banco central dos Estados Unidos sobre os juros.

Além disso, a alta nos rendimentos de títulos públicos pesou nos índices, enquanto dados melhores da indústria alemã e declarações do Banco Central Europeu aumentaram a incerteza sobre os próximos passos da política econômica.

No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,07%, a 578,36 pontos. Entre os principais mercados, o DAX avançou 0,07%, a 24.046,01 pontos; o CAC 40 caiu 0,08%, a 8.108,43 pontos; e o FTSE 100 recuou 0,23%, a 9.645,09 pontos.

Em outros mercados, o Ftse/Mib ficou estável, a 43.432,82 pontos; o Ibex-35 subiu 0,14%, a 16.712,20 pontos; e o PSI20 teve leve alta de 0,02%, a 8.199,90 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam com resultados mistos. Na China, os índices subiram após dados de exportação melhores e promessas do governo de apoiar a economia com medidas mais flexíveis em 2026. O setor financeiro liderou os ganhos, enquanto Hong Kong registrou queda.

No fechamento: em Xangai, o índice SSEC avançou 0,54%, para 3.924 pontos, e o CSI300 ganhou 0,81%, a 4.621 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,23%, para 25.765 pontos. Já o Nikkei, em Tóquio, subiu 0,2%, para 50.581 pontos. Em outros mercados: Kospi +1,34%, Taiex +1,15%, Straits Times -0,54%.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

*Com informações da agência de notícias Reuters

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