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Dólar abre em queda nesta sexta-feira, de olho em dados do varejo nos EUA e reciprocidade no Brasil | G1

por Gilberto Cruz
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▶️ No Brasil, o governo deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, por conta das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. A medida, que ainda está em processo de análise, permite ao país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela.

▶️Já nos EUA, as atenções ficam com os novos dados de varejo dos EUA. A expectativa do mercado é que o indicador tenha alta de 0,1% em julho na comparação mensal. A leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan também fica no radar.

▶️ No Oriente Médio, a escalada das tensões continua a pressionar os mercados. Nesta sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra na região.

  • Em meio às tensões, os preços do petróleo subiam no mercado internacional. Perto das 9h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,54%, cotado a US$ 87,54, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,96%, a US$ 82,03.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,88%;
  • Acumulado do mês: +2,16%;
  • Acumulado do ano: –5,64%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,06%;
  • Acumulado do mês: -6,05%;
  • Acumulado do ano: +3,79%.

EUA endurecem postura em relação ao Irã

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra no Oriente Médio.

A nova escalada verbal acontece enquanto a guerra, desencadeada no fim de fevereiro com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime iraniano, está perto de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizada. A fala também marca uma mudança de tom, já que no início de agosto o governo Trump falava em um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu”, disse Bessent na quinta-feira ao canal de televisão conservador Newsmax, sem revelar mais detalhes. Ele acrescentou que “o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos”.

O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra, continua sendo o principal ponto de divergência. Na prática, a passagem está fechada pelo Irã. Teerã exige que os navios recebam uma autorização para utilizar a via e pretende impor, a longo prazo, taxas de serviço, algo que Washington rejeita.

Agora, com uma mudança de abordagem, as armas nucleares, o principal motivo que Trump apresentou para iniciar a guerra ao lado de Israel, parecem ter ficado em segundo plano.

“O objetivo número um: manter o petróleo e o gás baratos para os americanos em todo o nosso país”, disse na quinta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News. “E depois, obviamente, o objetivo número dois é garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear”, acrescentou.

Bessent, por sua vez, apresentou na quinta-feira a estratégia contra Teerã como a combinação de duas medidas: asfixia financeira e bloqueio físico, citando como comparação Cuba e Venezuela.

“A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio”, afirmou.

No início da semana, Trump afirmou que um acordo para reabrir o estreito era iminente. Agora, seu governo, com a diplomacia paralisada, parece acreditar que o sofrimento econômico levará o Irã a ceder.

Bolsas globais

Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta sexta-feira (14) praticamente estáveis, conforme investidores seguiam cautelosos durante a temporada de balanços do segundo trimestre.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,04%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,01%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,42%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,59%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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