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Dançar no TikTok faz bem à saúde?

por Gilberto Cruz
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Dançar no TikTok faz bem à saúde?
E se eu te dissesse que dançar o Passinho do Jamal pode fazer bem para a saúde? Bom, pelo menos em partes.
A cada semana, surge uma nova coreografia dominando as redes. Esse fenômeno ganhou força principalmente com o TikTok, durante a pandemia de covid 19, e nunca mais foi embora. Pelo contrário: se consolidou.
“Essas trends elas podem oferecer alguns benefícios, como o próprio sentimento de pertencimento ao grupo, o desenvolvimento da criatividade por essa criança e por esse jovem, o domínio também de novas linguagens tecnológicas por parte desses nativos digitais. As dancinhas acabam estimulando a própria psicomotricidade, o ritmo e a coordenação, funcionando como uma barreira imediata ali contra o sedentarismo”, destaca Glenda Malta, pedagoga e pesquisadora pela UFPE.
Mas calma que não é só sair gravando suas coreografias por aí. Tem também o lado negativo.
“Se a gente for pensar nesses benefícios, a gente precisa também pensar nos malefícios. E eles acabam superando esses ganhos, especialmente quando a gente fala das crianças melhores”, acrescenta Malta.
Um estudo publicado no Global Education Journal destacou que o uso excessivo das danças do TikTok pode levar à dependência e prejudicar a concentração durante os estudos.
Crianças que passam muito tempo assistindo ou imitando vídeos do TikTok correm o risco de copiar danças ou conteúdos inadequados.
“É necessária uma discussão longa e profunda sobre a regulação das redes para que as próprias plataformas possam se responsabilizar e com os seus algoritmos assegurar todas as pessoas que estão ali envolvidas ou expostas, melhor dizendo, a esse tipo de conteúdo”, explica Maercio Maia, neurocientista e professor de dança.
E os desafios são enormes. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, em 2025, 92% dos brasileiros entre 9 e 17 anos já eram usuários de internet.
E mais: o primeiro acesso acontece cada vez mais cedo: 28% afirmam que começaram a usar a internet aos 6 anos de idade.
“A dança vai estar nas redes sociais enquanto ela for um dispositivo de captura da atenção e, se assim for, que a gente possa, enquanto profissionais, enquanto família, se aproximar disso e assegurar a segurança, principalmente de crianças e jovens, mas da comunidade geral que estão expostas a esses estímulos dançados nas redes”, diz Maia.
Como quase tudo na vida, o segredo para uma boa experiência é achar um equilíbrio, já que especialistas alertam: não dá para simplesmente proibir que jovens dancem nas redes.
Esse equilíbrio parte muito dos pais e responsáveis, que devem limitar o tempo de uso do celular, monitorar o que é consumido e controlar o alcance dos vídeos.
Assim, é possível aproveitar o lado positivo da dança, da criatividade e do movimento, sem ignorar os riscos do excesso.

Pexels

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