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Celina não citou nominalmente quem estaria “politizando” o tema, mas deu a declaração ao ser questionada sobre as falas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Na quinta (6), Durigan negou que haja “inércia” federal sobre o tema – e disse que as pendências em torno do empréstimo são de responsabilidade do governo do Distrito Federal.
“A gente tem muita responsabilidade com o BRB. Politizar esse tema é um erro. Acho que por parte de qualquer ministro que venha a politizar esse tema é um erro. Nós temos aposentadoria de servidores públicos que estão lá dentro. São vários fatores, a gente precisava de ter maturidade política para falar sobre isso”, afirmou Celina.
Ainda de acordo com Celina Leão, toda a “parte do Distrito Federal” no acordo foi cumprida.
“O prazo é algo importante para nós, no mercado financeiro e tal. Não pode ser quando as pessoas quiserem, na forma que quiserem”, emendou Celina.
Incomodado com a demora na liberação do empréstimo, o governo do Distrito Federal voltou a acionar o STF nesta semana e pediu uma nova audiência de conciliação com bancos e governo federal.
União nega ‘inércia’
“[A acusação de inércia] Gerou profunda insatisfação nas equipes do governo federal que vêm viabilizando o acordo. Parece bastante estranho quando a gente lembra que o problema do BRB tem origem crimonosa no BRB e no governo do DF”, disse Durigan nesta quinta.
O ministro afirmou que as equipes envolvidas nas tratativas ficaram “profundamente incomodadas”, e que as informações pendentes para a conclusão do acordo devem ser prestadas pelo próprio governo do DF.
“E eu aqui gostaria de rechaçar: não há nenhuma inércia. Inclusive, há contribuição da União com algo que não tem a ver com a União, é todo do DF. Estarei na audiência pública para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes. Essa insatisfação atrapalha o andamento”, emendou.
DF criticou União e FGC em ofício
No ofício enviado ao ministro Luiz Fux, o governo do Distrito Federal reclama da “inércia” da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no cumprimento do acordo homologado em maio.
“Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo […] não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais”, diz a reclamação feita pelo governo do DF ao Supremo.
Pela decisão de Fux, devem participar da audiência representantes do governo do DF, do BRB, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal.
O Banco do Brasil também deverá enviar um representante, em nome do consórcio de bancos que estuda a concessão do empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.

Presidente do BRB explica modelagem do empréstimo que pode salvar o banco
➡️O governo do DF tem pressa para finalizar a contratação do empréstimo e recompor o patrimônio do BRB, danificado pelas transações malsucedidas com o Banco Master.
➡️O BRB não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025, justamente em razão da fragilidade deixada por essas operações. O governo do DF, como acionista controlador do banco, é o ente responsável por sanear o quadro.
Que crise é essa?
Plano ainda não deu frutos
O documento foi apresentado em 6 de fevereiro como um “plano de capital preventivo”. O material incluía uma série de providências para reforçar, se necessário, o patrimônio do BRB após a sequência de transações malsucedidas com o Banco Master.
O empréstimo segue pendente, aguardando sinal verde dos principais bancos públicos e privados do país. É essa a etapa que deve ser discutida na audiência de conciliação convocada por Fux.
O plano preventivo de capital do BRB segue sob sigilo, 180 dias após a apresentação. Por isso, não é possível saber exatamente quantas e quais medidas foram incluídas nele.
Desde fevereiro, o BRB anunciou outras ações para tentar reverter parte do prejuízo:
Como não divulga seus balanços patrimoniais desde 2025, no entanto, o BRB ainda não conseguiu detalhar o benefício gerado por essas medidas – e nem quanto ainda falta para equalizar o patrimônio.
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