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Correios estimam prejuízo de R$ 5,8 bilhões para 2025 e R$ 9,1 bi para 2026 | G1

por Redação
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Até o 3º trimestre do ano passado, a empresa projetava um déficit contábil-financeiro de R$ 6 bilhões. No mais recente documento da DIEFI, porém, a estimativa é que os Correios fechem 2025 com um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões.

O documento foi obtido com exclusividade pelo g1.

Para 2026, a diretoria estima que o rombo será maior que o do ano passado e deve atingir R$ 9,1 bilhões.

“Executando o pagamento de todas as obrigações (despesas correntes) incluídas no Programa vigente de Dispêndios Globais, havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”, diz o documento.

A diretoria financeira afirma que o reajuste na projeção de 2025 ocorreu após a decisão de postergar parte dos pagamentos para adequar o fluxo de caixa da empresa, uma das medidas tomadas para contornar os problemas financeiros da estatal (veja no vídeo acima).

Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

“Como parte das ações de governança, foi instituído, em junho de 2025, um comitê de contingência para coordenar diretrizes de desembolso e assegurar a continuidade operacional. Até o encerramento do trimestre, o Comitê coordenou reprogramações de desembolsos alinhadas às prioridades estratégicas definidas pela Administração”, justifica o documento.

“Essas postergações foram adotadas para adequar o fluxo de caixa às prioridades definidas, assegurando a continuidade das operações e o cumprimento dos compromissos essenciais”, acrescenta.

Segundo a empresa, a readequação financeira envolveu cerca de R$ 3,7 bilhões que seriam pagos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias.

“Em suma, o aumento dos gastos e a não realização da receita conforme planejado nos anos de 2024 e 2025 (…) resultou no agravamento da liquidez dos Correios, fazendo com que a empresa entrasse em um ciclo cada vez mais adverso, com impacto contínuo na regularidade das operações e dos negócios”, aponta o documento.

Além de postergar pagamentos, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos no ano passado para tentar melhorar a situação econômico-financeira. A maior parte dos recursos, no entanto, entrou no caixa apenas no penúltimo dia do ano.

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