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Condenação é uma resposta a quem debochou da morte da minha irmã, diz Anielle Franco

por Redação
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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou nesta quarta-feira (25) que a condenação dos mandantes pelo assassinato da sua irmã, Marielle Franco, é uma resposta à parcela da sociedade que debochou da morte da vereadora.
Família de Marielle se abraça após julgamento que condenou os irmãos Brazão
Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros no Rio de Janeiro em 2018. A jornalista e assessora de Marielle, Fernanda Chaves, sobreviveu ao atentado.
Nesta quarta, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão, acusados de serem os mandantes do crime.
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“Queria tirar do meu peito uma fala que ecoa dentro de mim há 8 anos e falo agora com muita dignidade, de cabeça erguida, que isso hoje também é um recado para uma parcela da sociedade que debochou da morte da minha irmã”, afirmou.
Emoção ao fim da sessão
Os familiares da vereadora, amigos e deputados do PSOL acompanharam o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e se emocionaram ao fim da sessão.
“Uma parcela que todo ano eleitoral traz minha irmã como um elemento descartável, ou trazia a minha irmã como sendo apenas mais uma ou como falavam o mimimi sobre Marielle Franco”, disse Anielle
Família de Marielle Franco durante julgamento de acusados de mandar matar vereadora no STF
Gustavo Moreno/STF
A mãe de Marielle, Marinete Silva, disse que a condenação representa um alívio para a família.“A gente sai de cabeça erguida”.
A filha de Marielle, Luyara Franco, destacou que a condenação é uma resposta aos eleitores da sua mãe. “Ontem completou 94 anos que a mulher pode e tem o direito de ser votada e votar. É uma resposta aos 46.502 eleitores da minha mãe”.
Mônica Benício, companheira de Marielle, disse que o caso da vereadora serve de exemplo para aqueles que ainda acreditam na impunidade em crimes contra a vida.
“O que perdemos é irreparável, mas a democracia precisa ser reparada. O que aconteceu aqui é uma parte importante do capítulo que se escreve na defesa da nossa democracia”, disse.
“Ainda há esperança e quem faça o bem. Tenho fé ainda hoje”, afirmou Ágatha Arnaus, companheira de Anderson Gomes.
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Fernanda Chaves, sobrevivente do atentado, disse que o Supremo tomou uma decisão histórica.
“O Estado Brasileiro hoje passa um recado de que crimes como esse não serão toleráveis. O Brasil responde aos brasileiros”, afirmou.
Para a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), a condenação com penas que ultrapassam os 70 anos dá um claro recado de que a milícia “não pode e não vai governar o Rio de Janeiro”.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que a condenação só foi possível com a manutenção da democracia e que a condenação dos mandantes manda um recado às milícias.

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