Início » Caso Marielle: STF absolve ex-delegado Rivaldo Barbosa de acusação de assassinato

Caso Marielle: STF absolve ex-delegado Rivaldo Barbosa de acusação de assassinato

por Redação
caso-marielle:-stf-absolve-ex-delegado-rivaldo-barbosa-de-acusacao-de-assassinato


Moraes vota que Rivaldo Barbosa é culpado por obstrução e corrupção, mas não homicídio
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (25), absolver o ex-delegado Rivaldo Barbosa das acusações de planejar e mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.
No entanto, ele foi condenado pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção. A pena fixada é de 18 anos de prisão.
Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino entenderam que não há provas suficientes de que Rivaldo Barbosa tenha integrado o planejamento e a execução dos assassinatos.
Nesta manhã, o STF concluiu o julgamento dos acusados de planejar e mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco. O atentado também resultou na morte do motorista Anderson Gomes.
Foram condenados:
Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada;
João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada;
Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva;
Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado;
Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa.
Em nota, o advogado de Barbosa afirma que “respeita a decisão do STF, mas não concorda com a tese de que há prova específica de corrupção e obstrução de justiça”.
Afirmou ainda que ”assim como conseguimos demonstrar, de forma clara e precisa, que não houve a participação de Rivaldo em homicídio, demonstramos também que nada há nos autos sobre corrupção ou obstrução por parte dele. E, por isso, vamos aguardar a publicação do acórdão para avaliar os recursos cabíveis”.
Caso Marielle: outros assassinatos cometidos enquanto Rivaldo Barbosa era chefe da DH do Rio e da Polícia Civil ficaram sem solução
Jornal Nacional/ Reprodução
Durante o julgamento, turma do STF concordou parcialmente com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR). A única divergência foi em relação a Barbosa.
Ele foi absolvido do crime de homicídio qualificado por “dúvida razoável”, mas acabou condenado por corrupção passiva e obstrução de justiça, por ter recebido dinheiro da milícia para atrapalhar as investigações.
“A atuação do Rivaldo para acobertar, redirecionar, impedir a elucidação do crime me parece que haja provas e provas, até nos autos, de maneira contundente, objetiva e formal. A referência feita antes é que é frágil”, afirmou Cármen Lúcia.
Ao fim do julgamento, a Primeira Turma também determinou a perda de função pública de Rivaldo.
O ex-delegado foi preso em março de 2024, acusado de contribuir com o crime e atrapalhar o andamento das investigações. Ele era chefe da Polícia Civil do RJ à época do atentado (foi nomeado um dia antes). Antes disso, comandou a Divisão de Homicídios.
Quando foi preso, era coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.
O caso
Em junho de 2024, o Supremo tornou réus os acusados. Domingos, Rivaldo, Ronald e Robson Calixto estão presos preventivamente diante do risco de atrapalharem as investigações.
No ano passado, Chiquinho Brazão foi autorizado a cumprir prisão domiciliar diante do diagnóstico de graves comorbidades.
Segundo a Procuradoria-geral da República, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, sem partido, foram os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A assessora Fernanda Chaves ficou ferida.
Também foram denunciados o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, acusado de ajudar a planejar o crime, e o policial militar Ronald Paulo de Alves, acusado de acompanhar os deslocamentos de Marielle.
Já o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe responde por integrar a organização criminosa com os irmãos Brazão.
De acordo com a acusação, o motivo foi a atuação política da vereadora para atrapalhar interesses dos irmãos Brazão, entre eles, a regularização de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas © Todos direitos reservados à Tv Betim Ltda®