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‘Candidato é Jair Bolsonaro, Flávio é um delegado dele’, diz José Dirceu

por Gilberto Cruz
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‘Candidato é Jair Bolsonaro, Flávio é um delegado dele’, diz José Dirceu
O ex-ministro do primeiro governo Lula (PT), José Dirceu, criticou a pré-candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse que o candidato contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é Jair Bolsonaro (PL) e não o senador.
“O candidato é o Bolsonaro. É o Jair Bolsonaro. Flávio é um delegado dele, assim como o Tarcísio foi um delegado dele. Eles não tem vida própria, não tem liderança própria. O Flávio não é uma liderança. Ele é filho do Bolsonaro e representa o eleitorado conservador bolsonarista”, disse em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, nesta terça-feira (14).
Ao ser questionado sobre o atual desgaste na opinião pública a respeito do STF, após as recentes revelações sobre a relação de ministros com o caso Master e com o banqueiro Daniel Vorcaro, e se esse cenário contamina a visão sobre o governo, Dirceu chamou a atenção para a coalizão em torno da candidatura de Lula.
“Pode estar contaminando, mas não creio que isso se sustenta porque o que vai resolver a eleição? Primeiro, nós temos candidato, que é o Lula. Já falei que é zero a possibilidade dele não ser candidato. Esxtamos organizando os palanques e já temos uma coalização com PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL, REDE, quase metade do MDB, um terço do PSD e lideranças importantes do União Brasil como Fufuca, Silvio Lopes, o ex-ministro Sabino” .
Ao falar sobre o cenário eleitoral nos estados, Dirceu destacou as regiões sudeste e sul.
“Mudou a situação em São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas para nós, porque é no sudeste que se ganha eleição e mesmo que percamos a vantagem que temos no nordeste, a nossa situação no sudeste é bem melhor. E no sul nem se fala porque a direita está divida no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná e nós temos chapas consistentes nos três estados”.
O ex-ministro da Casa Civil também fez considerações sobre as chances de Flávio Bolsonaro vencer no primeiro turno e apontou a necessidade dele conquistar o eleitorado de Caiado e Zema para que isso se concretize.
“O Caiado vai tirar voto do Flávio Bolsonaro. Eu diria que para o Flávio Bolsonaro ganhar essa eleição no primeiro turno, ele precisa tirar 4% do Lula, tirar todos os votos do Caiado e do Zema. Não é nem possível que essa eleição seja resolvida no primeiro turno”.
Dirceu também foi questionado sobre uma possível dificuldade do PT de renovar seu quadro político e em resposta, citou os efeitos do Mensalão e da Lava-Jato.
“Não houve renovação inclusive por causa do Mensalão e da Lava-Jato. No mensalão, o PT perdão seu presidente, secretário-geral e tesoureiro. O presidente da Câmara, o líder do governo, o líder do PT e cinco ministros de estado. A lava-jato, praticamente tirou da vida política centenas de quadros que tínhamos nas estatais, no primeiro escalão do governo e sofremos um processo de repressão de 2013 a 2019. Política, porque houve um golpe, a prisão do Lula, que foi anulada, mas houve. Passamos por um certo trauma”, analisou o ex-ministro.
“Em parte porque a liderança do Lula se fez por merecer. A imagem do Lula continua excelente. A insatisfação que se tem é boa, natural, insatisfação pelo modo de vida, pelas desigualdades, pelos problemas que uma mãe e um pai de família enfrenta no dia a dia”, proceguiu com suas considerações sobre o partido.

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