A BP (antiga British Petroleum), uma das maiores empresas de energia do mundo, destituiu o presidente de seu conselho de administração, Albert Manifold, nesta terça-feira (26), citando falhas na gestão, na supervisão das atividades e no comportamento esperado do executivo.
A decisão teve efeito imediato e ocorre apenas alguns meses após a nomeação de Manifold para ajudar a reformular a estratégia da companhia. A saída do executivo acontece em meio a escândalos e repetidas mudanças na liderança da BP.
Há menos de três anos, por exemplo, o ex-presidente da BP Bernard Looney foi demitido após mentir ao conselho sobre relacionamentos pessoais com colegas. Já seu sucessor, Murray Auchincloss, deixou a empresa abruptamente em dezembro, sem que a companhia desse um motivo claro para sua saída.
“[A decisão] ocorre após sérias preocupações levantadas ao conselho sobre padrões de governança, supervisão e conduta”, disse a BP.
Veja os vídeos em alta no g1

Agora no g1
“O conselho ficou surpreso e desapontado ao tomar conhecimento de problemas de supervisão e conduta que considera inaceitáveis e tomou medidas decisivas”, disse a diretora independente sênior Amanda Blanc. Ela supervisionou a nomeação de Manifold em outubro.
O executivo havia supervisionado a nomeação de Meg O’Neill como a quinta CEO da BP desde 2020, com o objetivo de acelerar a mudança de foco da empresa de volta para os combustíveis fósseis e reduzir investimentos em energias renováveis — uma estratégia anunciada por Auchincloss no início do ano passado.
Procuradas pela Reuters, uma porta-voz da BP e a Elliott Management — empresa que detém cerca de 5% da companhia — não responderam.
Após o anúncio, as ações da BP caíram quase 10%, e a negociação chegou a ser suspensa na Bolsa de Londres.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
