O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Wellington César Lima e Silva, informou nesta sexta-feira (19) que 25,2 milhões de brasileiros fazem apostas por meio de plataformas ilegais no país.
“Estamos falando de que as bets ilegais representam algo entre 41% e 51% das plataformas que operam na legalidade, é um número relevante. Já bloqueamos mais de 40 mil sites. São 25,2 milhões de brasileiros apostando nessas plataformas”, declarou o ministro da Justiça.
Segundo ele, o crime organizado tem “estímulos” para migrar pelo setor de bets ilegais. Por isso, argumenta, ser fundamental que o governo atue duramente contra as empresas irregulares.

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Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou que apenas 350 pessoas, utilizando 37 instituições financeiras — em geral, “fintechs” ou instituições de pagamentos — operavam mais de 40 mil aplicativos e sites ilegais derrubados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas da pasta.
Repressão
- Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo.
- Não houve prisões nessa fase da operação batizada de Conto da Sorte, realizada pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco e pela Receita Federal.
- Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
Dinheiro apreendido na Operação Conto da Sorte, deflagrada em PE, em SP e no CE — Foto: MPRN/Divulgação
A investigação foi iniciada a partir de uma análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, após a prefeitura de Bodó, município potiguar, criar a autarquia Lotseridó (entenda, mais abaixo, como funcionava o esquema criminoso).
Antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025, a Lotseridó passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa, que “permanecem atuando à revelia da SPA”, segundo a Receita Federal.
O valor movimentado pelas bets ilegais “será revelado com os dados coletados nas buscas, apreensões e quebras de sigilo”, mas chega a bilhões de reais.
