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Veja como é a cela de Vorcaro na Superintendência da PF; Bolsonaro já ocupou o mesmo espaço

por Gilberto Cruz
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Daniel Vorcaro pode assinar delação premiada
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido nesta segunda-feira (23) para dependências maiores no prédio da Superintendência da Polícia Federal em Brasília – onde está preso desde a noite de quinta-feira (19).
Vorcaro passou a ocupar o mesmo espaço que foi usado como “sala de Estado” para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Do início de março até a última quinta, Vorcaro ficou preso na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada com 6 metros quadrados, cama de concreto e regras rígidas de detenção.
Ao chegar na Superintendência da PF, o banqueiro foi levado a uma cela para presos provisórios, com cerca de 2,5 metros de largura e 3,5 metros de comprimento – pouco menos de 9 metros quadrados.
A nova cela de Vorcaro tem 12 metros quadrados e inclui sala com mesa, cadeira e cama de solteiro (com colchão) e um banheiro privativo.
Veja como é o espaço onde Daniel Vorcaro ficará preso na superintendência da PF, em Brasília
Arte/g1
O espaço tem ar-condicionado, janela, armário e um frigobar. Quando Bolsonaro esteve por lá, havia também uma televisão no dormitório – a PF não divulgou se o equipamento será mantido.
➡️ O dono do banco Master é investigado por crimes financeiros, além de envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na montagem de uma espécie de milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.
Veja abaixo imagens de quando o espaço abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro:
Veja como é a ‘Sala de Estado’ onde Bolsonaro ficou preso; Vorcaro deve ficar em espaço igual
Reprodução
Veja como é a ‘Sala de Estado’ onde Bolsonaro ficou preso
Sequência de transferências
Na semana passada, os advogados tinham pedido o envio de Vorcaro para a prisão domiciliar – segundo apurou a TV Globo, como parte das tratativas iniciais de um acordo de delação premiada.
Mendonça negou a domiciliar, mas autorizou a ida para a Superintendência, onde as regras de detenção são menos rígidas.
Inicialmente, chegou a ser cogitado que Vorcaro ocuparia a mesma “sala de Estado” ocupada por Bolsonaro. O espaço, por lei, é reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
A avaliação da PF naquele momento, no entanto, era de que Vorcaro não poderia receber o mesmo tratamento dado a um ex-presidente da República.
O banqueiro, então, foi detido em uma sala menor e com menos “recursos”. A defesa de Daniel Vorcaro recorreu dessa decisão – e, nesta segunda, Mendonça determinou a alocação do banqueiro em um espaço maior.
O caso Master tramita em sigilo no STF e as decisões de Mendonça não foram divulgadas.
Rumor de delação
Na última quarta-feira (18), a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
Na véspera, a nova defesa de Vorcaro também se reuniu com o ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Questionado pela TV Globo, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à “sensibilidade do caso”.
O encontrou tratou dos desdobramentos do caso. E, de acordo com relatos, os advogados apontaram ao ministro que uma das possibilidades avaliadas por Vorcaro é uma delação premiada.
Mendonça autoriza transferência de Vorcaro de presídio federal para Superintendência da PF
Daniel Vorcaro foi preso no início do mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
No dia 6 de março, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília.
Vorcaro é investigado no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras ligado ao Master. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos para o andamento das investigações.
Em investigações anteriores, como as da operação Lava Jato, a transferência de presos que negociavam uma delação premiada foi usada como “sinal de boa vontade” das autoridades.
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