Homem usa um cigarro eletrônico (vape)
ArthurHidden/Freepik
O uso de cigarros eletrônicos, também conhecido como vapes, reduz a capacidade de praticar exercícios físicos em jovens da mesma forma que cigarros.
Uma nova pesquisa publicada na revista científica “European Respiratory Society” mostrou que tanto vapes como cigarros convencionais diminuem em 15% a capacidade física e o consumo de oxigênio durante o pico do exercício.
👉Também foram observados os seguintes efeitos negativos:
Redução da eficiência ventilatória
Prejuízo na função vascular sistêmica
Aumento dos sintomas como falta de ar e fadiga durante o esforço físico
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“Em adultos jovens, saudáveis e fisicamente ativos, com pulmões normais, tanto o uso de cigarros eletrônicos quanto o tabagismo levaram à redução da capacidade de exercício, aumento da falta de ar e fadiga intensa nas pernas”, analisa Azmy Faisal, autor principal do estudo e pesquisador da Manchester Metropolitan University, no Reino Unido.
De forma mais detalhada, os pesquisadores observaram que a capacidade dos pulmões de eliminar dióxido de carbono também foi reduzida e houve um acúmulo de ácido lático mais rápido em fumantes.
➡️O ácido lático é o que causa a queimação nos músculos, muito comum durante um grande esforço físico. Além disso, é o grande responsável pela sensação de fadiga.
Fumantes x não fumantes
Para o estudo, os pesquisadores analisaram 75 pessoas entre 18 e 30 anos, divididas da seguinte forma:
Um terço nunca havia fumado nem utilizado cigarros eletrônicos;
Um terço era formado por fumantes que nunca haviam usado vape;
e o último terço era composto por usuários de cigarros eletrônicos havia aproximadamente três anos, que nunca haviam fumado cigarros convencionais.
Todos os participantes apresentavam função pulmonar normal em repouso e estilos de vida semelhantes, incluindo consumo de cafeína e álcool e níveis de atividade física.
Cada um dos voluntários realizou um teste progressivo de esforço na bicicleta ergométrica. O grupo monitorou a frequência cardíaca, a respiração e o índice de ácido lático no sangue conforme a intensidade do exercício aumentava até o esforço máximo.
Também foram realizados exames de ultrassom e análises de sangue para avaliar o funcionamento das artérias.
Além do impacto na prática de exercícios, os exames complementares identificaram sinais de inflamação nos vasos sanguíneos, com efeitos muito semelhantes entre vapes e cigarros convencionais.
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Riscos do vape para a saúde
Para além dos riscos cardiorrespiratórios apontados pela pesquisa, a nicotina, principal agente químico de todos os cigarros, é altamente viciante e sua dependência leva a uma doença chamada de tabagismo.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ela pode resultar em 50 outras diferentes doenças, dentre elas:
Diferentes tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia)
Problemas no aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias)
Doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses)
Em relação aos cigarros eletrônicos especificamente, enfermidades também estão diretamente relacionadas ao uso destes aparelhos.
A doença, chamada de EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar induzida pelo cigarro eletrônico, causava dificuldades para respirar, fadiga, febre, náuseas, entre outros sintomas. Sessenta e oito mortes decorrentes dessa doença também foram registradas à época.
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