Vai precisar de receita? Quando chega às farmácias? O que já se sabe sobre o novo remédio para enxaqueca aprovado pela Anvisa

Vai precisar de receita? Quando chega às farmácias? O que já se sabe sobre o novo remédio para enxaqueca aprovado pela Anvisa


Maio bordô alerta sobre os impactos da enxaqueca na população
Receita especial? Quanto vai custar? Quando estará disponível nas farmácias?
Essas são algumas das dúvidas que surgiram após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o Nurtec ODT, medicamento indicado para o tratamento e a prevenção da enxaqueca em adultos.
Embora o registro já tenha sido concedido, o remédio ainda não pode ser comprado. Segundo a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, a expectativa é que a comercialização comece apenas no primeiro semestre de 2027, após a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A seguir, veja o que já se sabe sobre o medicamento.
Vai precisar de receita?
Quando o remédio chega às farmácias?
Quanto vai custar?
Quem poderá usar o medicamento?
Como o Nurtec funciona?
Quais apresentações foram aprovadas?
Nurtec, novo medicamento aprovado para enxaqueca
Reprodução
Vai precisar de receita?
Sim. Segundo a Anvisa, o Nurtec ODT foi aprovado como medicamento de tarja vermelha. Isso significa que a venda dependerá de prescrição médica.
A agência informa ao g1, porém, que não haverá retenção da receita na farmácia.
O modelo é semelhante ao adotado para diversos medicamentos de uso contínuo vendidos atualmente no país: o paciente precisa apresentar a prescrição, mas o documento não fica retido no estabelecimento.
Quando o remédio chega às farmácias?
Ainda não há uma data exata. A diretor da Pfizer afirma que a expectativa da empresa é disponibilizar o medicamento no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027.
Antes disso, o produto precisa passar pela etapa de definição de preço junto à CMED, órgão responsável por estabelecer os valores máximos de comercialização de medicamentos no país.
A Anvisa ressalta que não tem mecanismos para obrigar uma empresa a lançar um produto já registrado, de modo que a decisão sobre o início das vendas cabe à fabricante.
Quanto vai custar?
O valor ainda não foi divulgado.
Segundo a Pfizer, o preço será definido após avaliação da CMED. A empresa explica que o processo considera critérios regulatórios e também referências internacionais baseadas nos preços praticados em países onde o medicamento já é comercializado.
Quem poderá usar o medicamento?
A aprovação da Anvisa contempla adultos com enxaqueca.
O registro permite o uso tanto para o tratamento das crises quanto para prevenção, mas a indicação dependerá da avaliação médica de cada paciente.
A enxaqueca afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da dor de cabeça intensa, a doença pode provocar náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons e cheiros.
Como o Nurtec funciona?
O medicamento usa a molécula rimegepanto, que pertence a uma classe conhecida como gepantes.
Esses medicamentos atuam bloqueando a ação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), uma proteína envolvida nos mecanismos que participam do surgimento e da manutenção da dor durante as crises de enxaqueca.
A neurologista Sara Casagrande, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, afirma que uma das características do medicamento é poder ser utilizado em dois momentos distintos: para aliviar uma crise em andamento ou como estratégia preventiva para reduzir a frequência dos episódios.
Segundo a especialista, o remédio também se diferencia por ser administrado por via oral. Hoje, os medicamentos que atuam contra o CGRP disponíveis no Brasil são, em sua maioria, injetáveis.
Ela destaca ainda que o rimegepanto não provoca vasoconstrição —o estreitamento dos vasos sanguíneos— mecanismo presente em alguns tratamentos tradicionais para enxaqueca.
Quais apresentações foram aprovadas?
Segundo a Anvisa, o registro contempla a concentração de 75 mg em embalagens com 2, 8 e 16 unidades.
O produto é apresentado como um liofilizado orodispersível, uma formulação que se dissolve rapidamente na boca.
Já a Pfizer informou que pretende comercializar inicialmente as versões com 2 e 8 comprimidos.
Enquanto o lançamento não ocorre, o medicamento seguirá as próximas etapas regulatórias relacionadas à definição do preço. Só depois disso será possível saber quanto custará o tratamento para os pacientes brasileiros.

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