Vacinação contra gripe começa sábado em meio à alta de casos respiratórios; veja quem deve se imunizar

Vacinação contra gripe começa sábado em meio à alta de casos respiratórios; veja quem deve se imunizar


Profissional da saúde segura agulha e frasco de vacinação contra influenza
Leo Munhoz/Secom/Divulgação
A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.
Com mais de 15 milhões de doses de vacina já distribuídas, a estratégia prioriza públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, e busca reduzir casos graves, internações e mortes associadas à influenza.
A seguir, entenda o que é influenza, como ela se manifesta e por que a vacinação anual é recomendada.
O que é a influenza?
A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B, responsáveis pelos quadros em humanos.
Na prática, é o que se convencionou chamar de gripe —diferente do resfriado comum, provocado por outros vírus respiratórios, como rinovírus e adenovírus.
Qual a diferença entre gripe e resfriado?
Embora possam começar de forma parecida, gripe e resfriado não têm o mesmo impacto no organismo. A influenza costuma provocar febre mais alta, dor no corpo, cansaço intenso e uma queda mais evidente do estado geral.
Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Flávia Bravo, esse comprometimento sistêmico mais marcado é o que diferencia a gripe das infecções respiratórias leves, geralmente associadas a outros vírus.
Nos quadros iniciais, a distinção nem sempre é clara, mas a evolução dos sintomas, sobretudo a piora progressiva, é o principal sinal de alerta.
Quando a gripe deixa de ser leve e exige atenção?
O alerta está na progressão dos sintomas.
Falta de ar, febre persistente ou muito alta, cansaço intenso e piora do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica.
Casos mais graves podem evoluir para comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia —seja pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.
Começa neste sábado a campanha de vacinação contra a gripe no estado
Quem deve se vacinar na campanha?
A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações. Entre eles:
crianças de seis meses a menores de seis anos,
idosos com 60 anos ou mais,
gestantes,
pessoas com comorbidades,
profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.
A priorização leva em conta o maior risco de hospitalização e morte nesses públicos.
Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos?
Dois fatores explicam a recomendação anual segundo a infectologista Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
O primeiro é a capacidade de mutação do vírus influenza, que muda de um ano para outro —o que exige atualização da fórmula da vacina com base nos vírus mais circulantes no mundo.
O segundo é a duração da proteção, que diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.
A vacina pode causar gripe?
Não. As vacinas disponíveis são feitas com fragmentos do vírus, incapazes de se multiplicar no organismo. O objetivo é estimular a produção de anticorpos sem provocar a doença.
Mesmo vacinado, posso pegar gripe?
Sim, nenhuma vacina tem eficácia de 100% para impedir infecção.
Ainda assim, a principal função da vacina é evitar formas graves da doença, reduzindo internações e mortes, especialmente entre os mais vulneráveis.
Quem não está nos grupos prioritários pode se vacinar?
Pessoas fora do público-alvo do SUS podem receber a vacina na rede privada.
Eventualmente, doses remanescentes podem ser liberadas ao restante da população ao fim da campanha, mas isso depende de estoque e não deve ser aguardado como estratégia.
Posso me vacinar gripado?
Depende da intensidade dos sintomas. Quadros leves, como coriza e mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já em casos com febre ou sintomas mais intensos, a recomendação é adiar até a recuperação.
Quem teve Covid ou gripe recentemente pode tomar a vacina?
Sim, desde que já tenha se recuperado da fase aguda e esteja sem sintomas importantes.
Por que é importante se vacinar agora?
Segundo as especialistas, a campanha ocorre antes do pico de circulação do vírus, justamente para garantir que a população esteja protegida no momento de maior risco.
“Adiar a vacinação aumenta a chance de infecção em um período em que a influenza tende a se espalhar com mais intensidade”, afirma Ballalai.

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