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Universidade investiga divulgação de vídeos com perguntas de conteúdo sexual a estudantes em MG

por Editor
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Segundo estudantes, vídeos foram feitos para grupo fechado, mas foram compartilhados em outras redes sociais. Uma universidade de Alfenas (MG) instaurou um processo administrativo para apurar responsáveis pelo vazamento em redes sociais de vídeos de alunas do curso de Medicina da instituição respondendo a perguntas de cunho sexual. Os vídeos teriam sido gravados por ordem de estudantes “veteranos”, que também ordenaram que as estudantes acrescentassem em seus perfis das redes sociais o apelido “bixete burra” na frente dos nomes. Em um dos perfis, a amiga de uma das alunas questiona: “Gente é realmente necessário colocar burra no nome? Alguém obrigou vocês a fazerem isso?”.
Uma das alunas ouvidas pelo G1, que não quis ter seu nome divulgado, disse que cerca de 40 pessoas, entre homens e mulheres gravaram o vídeo para um grupo fechado. Apenas os vídeos gravados por mulheres vazaram nas redes sociais. Nas imagens, gravadas pelas próprias estudantes, elas aparecem respondendo a perguntas sobre bebidas, com quem se relacionariam entre os veteranos e qual sua posição sexual preferida.
Alunas também alteram redes sociais após vazamento de vídeos em MG
Reprodução/Facebook
Os vídeos foram compartilhados em grupos de WhatsApp em várias partes do país e algumas estudantes chegaram a dizer que uma das alunas teve o vídeo publicado em uma rede social com mais de 10 mil seguidores. O G1 tentou contato com a estudante, mas até esta publicação não recebeu retorno das mensagens. Nenhuma outra aluna quis comentar o caso.
Colega questiona mudança em nomes nas redes sociais em Alfenas (MG)
Reprodução/Facebook
A Atlética Medicina Alfenas, que atua em eventos espotivos do curso de Medicina, publicou uma nota nas redes sociais sobre o caso. A atlética afirmou que não participa, nem organiza nenhuma ação de trote, seja em grupos, vídeos ou outros meios.
Ainda na nota, a direção da atlética afirma não compactuar com “qualquer tipo de relação […] que não respeite a individualidade, a intimidade e sobretudo a imagem dos alunos”. Por fim, a nota defende que “todas as atitudes devem ser dentro do cenário ético e respeitoso que a profissão exige”.
Atlética de medicina publicou nota sobre o assunto nas redes sociais em MG
Reprodução/Facebook
A Universidade José do Rosário Vellano, a Unifenas, informou através de nota ao G1 que vai apurar os responsáveis pelo ato e que vai aplicar as penalidades cabíveis aos envolvidos. Confira abaixo a nota da instituição na íntegra:
“A UNIFENAS, uma universidade que preza a responsabilidade com o compromisso social e educacional, proíbe e repudia qualquer prática ofensiva e/ou humilhante de recepção aos alunos ingressantes – trote. Assim, ao tomar conhecimento dos lamentáveis vídeos gravados por alunas ingressantes ao Curso de Medicina, câmpus de Alfenas, no mês de junho do corrente ano, instaurou processo administrativo, consoante previsão no Regimento da Universidade, no intuito de apurar os responsáveis pelo ato e aplicar as penalidades cabíveis aos envolvidos, respeitando sempre os princípios constitucionais da ampla defesa e contraditório no procedimento instaurado.”
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