“Estamos investigando”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado se o ataque deveria ser atribuído a um grupo de hackers da Coreia do Norte.
“Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso”, afirmou.
A ação contra a Binance levou cerca de 20 minutos, terminou com o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e é apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em foto de 30 de outubro de 2026 — Foto: AFP/Alex Wroblewski
Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS).
As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, afirmam que os responsáveis pelo roubo são hackers ligados à Coreia do Norte.
Mas a Binance afirmou pela manhã que não tinha identificado os criminosos.
🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas.
Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.

Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas
