Títulos da dívida da Venezuela disparam após prisão de Maduro | G1

O episódio levou investidores a apostar em uma possível mudança política no país, o que reacendeu a expectativa de que a Venezuela possa, no futuro, renegociar suas dívidas com credores internacionais.

  • 👉 Na prática, os investidores passaram a comprar títulos venezuelanos na expectativa de que um eventual novo governo busque um acordo para reestruturar essas dívidas. Esse tipo de renegociação costuma ocorrer quando países deixam de pagar seus compromissos e tentam reorganizar prazos e valores com os credores.

Os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar no início do pregão europeu, o que representa uma valorização de cerca de 20% em um único dia. Analistas avaliam que ainda pode haver espaço para novas altas.

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Em relatório a clientes, o JPMorgan destacou que os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025 e que poderiam registrar novos ganhos já na abertura dos mercados nesta segunda.

País em ‘default’

A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 — termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, seus títulos são negociados a preços muito baixos, refletindo o elevado risco de calote.

Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor, em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro.

  • 👉 Com a alta desta segunda-feira, o título venezuelano com vencimento em 2031 passou a ser negociado perto de 40 centavos de dólar, segundo dados da plataforma Tradeweb.
  • 👉 Outros papéis do país operavam entre 35 e 38 centavos de dólar, enquanto a dívida da PDVSA subia mais de 6 centavos, alcançando quase 30 centavos.

No total, os títulos do governo venezuelano e da PDVSA que entraram em default somam cerca de US$ 60 bilhões em valor original.

Porém, quando se incluem outras obrigações externas — como dívidas adicionais da PDVSA, empréstimos feitos diretamente com outros países e indenizações determinadas por tribunais internacionais —, o passivo total da Venezuela pode chegar a algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões.

Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 — Foto: Andres Martinez Casares/Reuters

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