Isso representa um crescimento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando a carga tributária somou 32,22% do PIB.
Carga tributária total estimada pelo Tesouro (em % do PIB)
Valores consolidados são apurados pela Receita Federal; estimativa bateu recorde em 2021
Fonte: Tesouro Nacional
“Em relação aos Impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto percentual do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito”, diz o Tesouro Nacional.

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O valor da carga tributária engloba tributos pagos ao governo federal, estados e municípios. A divisão é a seguinte:
- a carga tributária somente da União somou 21,6% do PIB no ano passado, contra 22,34% do PIB em 2025;
- no caso dos estados, a carga tributária estimada pelo Tesouro Nacional somou 8,38% do PIB em 2025, em comparação com 8,48% do PIB no ano anterior;
- os municípios, por sua vez, tiveram sua carga estimada em 2,42% do PIB em 2025, contra 2,40% do PIB no ano anterior.
Outros fatores
Além do aumento do IOF, o Tesouro Nacional apontou que houve aumento da carga tributária na categoria Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB no Imposto sobre a renda retido na fonte (IRRF).
“Refletindo, entre outros fatores, o crescimento dos rendimentos do trabalho decorrente da expansão da massa salarial”, diz o documento.
O Tesouro destacou, ainda, o crescimento da carga em 0,12 ponto percentual do PIB na arrecadação das Contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social).
O resultado foi impulsionado pelo “crescimento da massa salarial e criação de postos de trabalho formais, além dos efeitos da reoneração escalonada [aumento de tributo] da contribuição patronal e da folha de pagamentos”.
— Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mudança metodológica
Assim como a Receita Federal, responsável por calcular a carga tributária oficial do Brasil (em divulgação feita somente no fim de cada ano), o Tesouro Nacional informou que implementou um aprimoramento metodológico de modo a adequar a estatística produzida às melhores práticas internacionais.
Com essa alteração, que o Tesouro diz ter sido recomendada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), passou a excluir as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S – tributos pagos pelas empresas – do cálculo.
Com isso, os valores dos últimos anos (série histórica) também foram revistos.
Com a mudança metodológica, para atender adequar ao modelo internacional, portanto, o Tesouro Nacional excluiu do cálculo contribuições que são obrigatórias, ou seja, que são pagas por todas empresas.
Se esses tributos fossem considerados no cálculo, a carga tributária seria de 34,35% do PIB em 2025.