Ainda segundo o levantamento, 20% dos usuários de internet com 16 anos ou mais afirmam ter sido, de fato, vítimas de golpes com uso de suas informações.
Os dados fazem parte da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que ouviu 2.500 pessoas em dezembro de 2025.
Os meios mais usados por golpistas ao abordar vítimas são aplicativos de mensagens (84%), ligações (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%).
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Entre os que viveram situações envolvendo golpes, 48% afirmam que tiveram dinheiro roubado. No mesmo grupo, 43% dizem que perderam acesso a contas de e-mail ou de redes sociais.
Os usuários que foram alvos de golpistas também relatam ter sofrido mal-estar e estresse emocional (58%), dívidas feitas por terceiros (42%) e roubo de informações como números de cartões de crédito ou de senhas de banco (42%).
O levantamento aponta ainda que o tipo de dispositivo usado para acessar a internet pode aumentar a exposição a tentativas de golpes.
O uso de sites ou aplicativos falsos é mais comum contra usuários que navegam apenas pelo celular (80%) do que contra os que combinam o acesso móvel com o computador (68%), por exemplo.
Para o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, a pesquisa ajuda a comprovar que golpes envolvendo dados pessoais acontecem por diferentes canais e podem trazer consequências além das perdas financeiras.
“A disseminação dessas situações reforça a importância de iniciativas de prevenção e conscientização, combinadas a políticas de proteção de dados e segurança no ambiente digital”, afirma.