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Tensão no Oriente Médio trava avanço da economia global, aponta estudo | G1

por Gilberto Cruz
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De acordo com a entidade, a guerra — que afeta o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz — aumentou o risco de alta da inflação e interrompeu uma trajetória de recuperação mais forte da economia mundial.

Antes da escalada do conflito com o Irã, a OCDE avaliava que o crescimento global poderia superar as expectativas, mas essa perspectiva praticamente desapareceu.

A projeção agora é de desaceleração do PIB global, que deve passar de 3,3% em 2025 para 2,9% em 2026. Em 2027, a estimativa é de leve recuperação, para 3,0%.

Segundo o relatório, o aumento nos preços de energia e a incerteza em torno da guerra compensam fatores positivos, como investimentos em tecnologia e condições comerciais mais favoráveis.

As estimativas consideram que a pressão no mercado de energia deve diminuir gradualmente a partir de meados de 2026, com queda nos preços do petróleo, gás e fertilizantes.

A projeção para 2026 foi mantida em relação à estimativa de dezembro da OCDE. No entanto, dados preliminares indicavam que o crescimento global poderia ter sido revisado para cima em cerca de 0,3 ponto percentual, caso o conflito não tivesse se intensificado — avanço que acabou anulado pelos impactos da guerra.

Para o Brasil, a OCDE reduziu as projeções de crescimento em 0,2 ponto percentual para 2026 e em 0,1 ponto para 2027. A expectativa é de alta de 1,5% e 2,1% do PIB, respectivamente.

A inflação também deve subir. Nos países do G20, a previsão é de que fique em 4,0% em 2026 — 1,2 ponto percentual acima do estimado anteriormente — antes de recuar para 2,7% em 2027.

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Impacto nos EUA

A guerra agrava um cenário já desafiador para o comércio internacional.

Nos Estados Unidos, a OCDE projeta desaceleração do crescimento econômico, de 2,0% em 2026 para 1,7% em 2027. O avanço dos investimentos em inteligência artificial deve perder força diante da redução da renda real e do consumo.

A inflação americana também deve ser maior que o previsto, chegando a 4,2% em 2026 — alta de 1,2 ponto percentual em relação à projeção anterior.

Cenário global

Na China, a previsão é de crescimento de 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, em linha com estimativas anteriores.

Já na zona do euro, a OCDE revisou para baixo as projeções. O crescimento deve ser de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, pressionado pelos custos mais altos de energia.

No Japão, a expectativa é de crescimento de 0,9% em 2026 e 2027, sem mudanças, já que o aumento no custo das importações de energia compensa o investimento das empresas.

Diante do cenário, a OCDE recomendou aos bancos centrais que mantenham cautela e aos governos que adotem medidas de apoio focadas e temporárias para proteger as famílias dos impactos da inflação.

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