Simone Tebet discursa na convenção estadual do PSB, na Alesp
Paulo Gomes/TV Globo
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou, na noite desta sexta-feira (31), que “não tem interesse” em ser ministra novamente caso Lula se reeleja presidente da República. Candidata a presidente em 2022 e peça-chave durante o segundo turno daquele ano, Tebet foi ministra do Orçamento e Planejamento durante o mandato atual, e deixou o cargo em abril para se candidatar ao Senado.
Ela integra a chapa que conta com Fernando Haddad (PT) para o governo de SP, com o também pessebista Márcio França como vice, e Marina Silva (Rede) para a outra cadeira em disputa para o Senado.
Todos foram ministros no atual governo. Por causa disso, partidos da base aliada de Lula têm disputado as suplências para as candidaturas de Tebet e Marina, que lideram pesquisa de intenção de voto.
A fala de Tebet se deu ao chegar para a convenção estadual de seu partido, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Questionada sobre a definição das suplências, disse ter delegado a decisão para a Executiva Nacional do partido. “A princípio, o PT fica com a primeira suplência e o PDT com a segunda suplência, até esse momento, porque eu não estou nessa tratativa”, disse.
A ex-ministra afirmou que “todos os nomes à mesa” são “de reputação ilibada, com experiência”. Além de PT e PDT, indicaram nomes para a suplência o PV e o PSOL. “Os nomes que me apresentaram, três, quatro que me apresentaram, são nomes que me deixam muito confortável.”
Eu tô falando tanto da suplência, já vou adiantar: Eu não tenho interesse nenhum de assumir ministério se o presidente Lula assumir [a Presidência novamente]. Eu já ocupei essa missão.
A candidata afirmou que, “se Deus quiser”, terá “vida e saúde bastante para, se for eleita, poder ficar oito anos no Senado Federal”. Entre os postulantes às suplências de Tebet e Marina estão:
Antonio Jorge, presidente estadual do PDT;
Marcelo Barbieri (PDT), ex-prefeito de Araraquara;
Djalma Nery (PSOL), vereador de São Carlos;
Roberto Tripoli (PV), vereador de São Paulo.
Aceno a paulistas históricos e bandeiras
Em seu discurso para os correligionários, ao falar da importância das vagas para o Senado, Simone Tebet resgatou a memória de políticos importantes do estado, tucanos e petistas históricos. Citou a “generosidade de Franco Montoro”, “a capacidade, a inteligência de Fernando Henrique Cardoso”, “a tenacidade inabalável de (…) de Eduardo Suplicy”, “a primeira mulher, pioneira do Bilhete Único, dos CEUs, Marta Suplicy”, “Aloysio Nunes e Zé Aníbal, dois homens que tem a capacidade do diálogo”, José Serra e “um dos maiores líderes que esse país já constituiu, chamado Mário Covas”.
“(São Paulo) não pode ter sub-representatividade, especialmente quando a representatividade é da extrema-direita”, afirmou a ex-ministra. A partir daí, elencou áreas de trabalho que devem ser priorizadas num eventual mandato.
Em seis frases consecutivas iniciadas com “eu quero ser senadora da República”, Tebet disse que trará recursos para obras de infraestrutura e projetos sociais, que será municipalista, que “vai abrir o gabinete para os 645 prefeitos independentes da coloração partidária”, que vai aprovar o fim da escala 6 x 1 sem redução de salário, que vai defender o setor produtivo, e defender a democracia, a soberania, os direitos sociais, “mas especialmente para defender a pauta das mulheres paulistas e das mulheres brasileiras”, citando o projeto de igualdade salarial e a pauta da violência doméstica.
A candidata falou ainda contra o orçamento secreto e as “emendas pix que tiram dinheiro do bolso de saúde, que tiram dinheiro para pagar a folha, para aumentar salário dos servidores, para garantir obras, educação e saúde”.
Tebet diz não ter interesse em ser ministra novamente caso Lula se reeleja: ‘Já ocupei essa missão’
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