Tarifaço de Trump: Alckmin descarta retaliação e foca em diálogo | G1

Tarifaço de Trump: Alckmin descarta retaliação e foca em diálogo | G1

“Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões”, disse Alckmin.

🔎 Na semana passada, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). A aplicação começa nesta quarta-feira (22) (veja mais detalhes abaixo).

O vice-presidente deu a declaração em entrevista após a primeira rodada de reuniões com os setores produtivos que serão atingidos pela decisão do governo de Donald Trump.

Perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no “momento adequado”.

“A ideia não é retaliação. Não é retaliação. ‘Olho por olho’, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?”, afirmou o vice-presidente.

Imagem de drone do Porto de Santos (SP) — Foto: Reuters

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Os representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram com o vice-presidente e com os ministros Márcio Elias Rosa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo está levantando informações com os setores mais afetados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos para medir os impactos sobre empregos, competitividade e lucro das empresas.

Segundo o ministro, o governo também trabalha, em parceria com a ApexBrasil, para abrir novos mercados aos produtos brasileiros. “A decisão do governo norte-americano não deixa de ser injusta e descabida, mas isso não significa que o governo brasileiro deixará de ajudar o setor”, afirmou.

Entenda o caso

Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA.

🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas.

Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.

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