Início » SUS substitui vacina pneumocócica e expande cobertura contra doenças graves

SUS substitui vacina pneumocócica e expande cobertura contra doenças graves

por Gilberto Cruz
sus-substitui-vacina-pneumococica-e-expande-cobertura-contra-doencas-graves


SUS substitui vacina pneumocócica e expande cobertura contra doenças graves
Adobe Stock
A incorporação recente da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) ao Calendário Nacional de Vacinação amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite e infecções invasivas. A mudança, que começa a ser implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) este mês e expande o acesso para pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações.
A nova vacina já estava disponível na rede particular desde junho de 2024 e substitui a pneumocócica 10-valente utilizada até o mês passado na rede pública.
Com a atualização, a proteção passa a abranger 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, o dobro da cobertura anterior. Além disso, ela aumenta de 3% para 77% a proteção contra as variantes mais associadas a quadros severos em menores de 5 anos.
A expectativa é imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês por ano, fortalecendo a proteção desde os primeiros meses de vida.
Nesta quarta-feira (3), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vai dar detalhes das diretrizes para o início da vacinação com a VPC20 em todo o território nacional.
O que muda com a nova vacina
A VPC20 passa a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e também a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE).
Segundo a Pfizer, fabricante da vacina, um dos principais avanços é a inclusão dos sorotipos 19A e 3, apontados como os mais circulantes no país e associados à maior parte dos casos de doença pneumocócica invasiva.
Além deles, outros oito sorotipos contemplados pela nova vacina estão relacionados ao aumento da resistência a antibióticos e ao potencial de causar infecções invasivas, incluindo meningite, além de estarem associados à ocorrência de surtos na infância.
A vacina também inclui cinco sorotipos exclusivos ligados a quadros graves que não estão contemplados em nenhuma outra vacina pneumocócica conjugada disponível atualmente no Brasil.
Cobertura contra formas graves aumenta
De acordo com a fabricante, a mudança amplia de forma significativa a proteção contra os sorotipos mais associados às formas graves da doença em crianças menores de 5 anos.
Com a substituição da vacina 10-valente pela 20-valente, a cobertura contra esses sorotipos passa de 3% para 77%.
A ampliação ocorre em um contexto de aumento dos casos de meningite pneumocócica registrados no Brasil nos últimos anos. Estudos também apontam impacto importante da doença sobre o sistema de saúde, com elevado número de hospitalizações e custos associados, mesmo com a existência de vacinação.
Quem corre mais risco
A bactéria pneumococo pode estar presente na nasofaringe sem provocar sintomas, o que facilita sua transmissão, especialmente entre crianças.
Embora a infecção possa atingir pessoas de qualquer idade, crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas estão entre os grupos mais suscetíveis ao desenvolvimento de formas graves.
Proteção ampliada para pessoas com comorbidades
A atualização também amplia o acesso à vacinação para pessoas com condições clínicas associadas a maior risco de complicações.
Antes, a imunização era direcionada principalmente a pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV e transplantados. Agora, segundo a Pfizer, também passa a contemplar pessoas com asma grave, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas, além de diabetes.
Para bebês e crianças menores de 5 anos, o esquema vacinal varia conforme a idade e a condição clínica. Já para crianças acima de 5 anos e adultos, a VPC20 será aplicada em dose única, exceto em situações específicas, como pacientes submetidos a transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) e terapia CAR-T.
Especialistas avaliam que a simplificação do esquema pode facilitar a adesão à vacinação.
“A ampliação da vacinação pneumocócica no SUS representa um avanço relevante na proteção de populações mais vulneráveis. Estamos falando de reduzir o risco de doenças graves, hospitalizações prolongadas e óbitos, tanto na infância quanto em pessoas com comorbidades”, afirma Adriana Ribeiro, líder médica da Pfizer no Brasil.
Gripe, Covid-19, pneumococo, VSR: como saber quais vacinas respiratórias tomar (e quando)

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63