Início » Risco-país da Argentina cai para o menor nível em quase 8 anos | G1

Risco-país da Argentina cai para o menor nível em quase 8 anos | G1

por Redação
risco-pais-da-argentina-cai-para-o-menor-nivel-em-quase-8-anos-|-g1

O risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos-base nesta terça-feira (27), atingindo o menor nível em quase oito anos, um patamar que permite ao governo avaliar um possível retorno aos mercados internacionais de crédito.

Segundo analistas, a compra diária de dólares pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), a valorização dos títulos soberanos e a sustentação política do presidente ultraliberal Javier Milei contribuíram para o bom desempenho dos mercados financeiros.

Por volta das 14h (horário de Brasília), o indicador marcava 499 pontos-base, abaixo dos 510 pontos da véspera. O movimento rompeu um nível de resistência observado em sessões anteriores e reforçou a tendência de queda em direção aos 450 pontos-base — patamar semelhante ao do Equador.

“Embora a taxa dos títulos dos Estados Unidos de 10 anos seja maior do que a vigente na última emissão internacional da Argentina (2018), o fato de o Equador ter ido recentemente ao mercado internacional para emitir leva o mercado a se perguntar quando poderá ser a vez da Argentina”, comentou Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS.

Veja os vídeos em alta no g1:

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

“As taxas em que o Equador captou — um crédito que vem sendo atingido por diversos fatores de risco nos últimos anos — foram de 8,75% e 9,25% para títulos de 8 e 13 anos, respectivamente. Portanto, não parece absurdo pensar que a Argentina possa fazer isso, embora sigamos de perto os movimentos do mercado”, acrescentou.

A acumulação de reservas pelo BCRA será essencial para que a taxa cobrada em uma eventual volta ao mercado internacional seja a menor possível, avaliam operadores.

Em janeiro, a autoridade monetária acumula compras de US$ 1,019 bilhão. Com a aquisição de US$ 39 milhões na véspera, as reservas internacionais chegaram a US$ 45,740 bilhões, segundo dados oficiais provisórios.

Esse cenário é sustentado pela emissão de debêntures corporativas, pelos juros elevados em pesos e pela menor demanda do setor privado por dólares. Para a corretora Cohen, é “fundamental manter o risco-país próximo dos 500 pontos-base”.

Javier Milei vota nas eleições legislativas da Argentina — Foto: REUTERS/Cristina Sille

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas © Todos direitos reservados à Tv Betim Ltda®