RioPrevidência foi único cotista de 2 fundos ligados ao Banco Master, diz PF

RioPrevidência foi único cotista de 2 fundos ligados ao Banco Master, diz PF


Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro
Reprodução
O RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, foi o único cotista de dois fundos de investimentos ligados ao Banco Master, segundo representação da Polícia Federal enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o documento, os fundos em que o RioPrevidência aparece como único cotista são o Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa Título Público e o Horizonte I Fundo de Investimento Renda Fixa Longo Prazo.
A PF afirma que a estrutura dessas aplicações levanta suspeitas porque os aportes ocorreram em fundos recém-criados ou com pouca trajetória, em contexto de investigação sobre a atuação do Banco Master na captação de recursos de regimes próprios de previdência social (RPPS), como os fundos de servidores estaduais e municipais.
Segundo a representação, o RioPrevidência fez os seguintes aportes:
R$ 1,371 bilhão no fundo Arena;
R$ 10 milhões no fundo Horizonte I.
Agora no g1
“Assim, fica evidente que as constituições dos fundos tinham por objetivo permitir a captação de recursos previdências mediante aplicações financeiras objeto de gestão fraudulenta nos RPPS, sendo o RioPrevidência muito importante pelo volume captado (quase R$ 3,7 bilhões), exigindo a manutenção da coparticipação entre DANIEL VORCARO e CLÁUDIO CASTRO para continuidade do escoamento do capital de forma totalmente avessa à legislação e normas atinentes aos Regimes Próprios”, diz o documento.
A PF detalha ainda outros dois fundos nos quais foram feitos aportes. O Revolution foi criado em 9 de maio de 2025. O RioPrevidência foi o primeiro cotista e registrou aporte de R$ 50 milhões no dia 23 do mesmo mês. No total, foram investidos R$ 481 milhões. Constam apenas outros dois cotistas.
Castro e Vorcaro
Na terça-feira (26), o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi um dos alvos de busca e apreensão de uma operação que investiga os investimentos suspeitos do fundo fluminense no banco.
Mensagem analisadas mostram uma relação próxima de Castro com Vorcaro, com muitos encontros no Rio, em São Paulo e até em Nova York, onde segundo a PF o banqueiro pagou jantar de R$ 60 mil e uma degustação de uísque de mais de R$ 5 milhões.
A investigação aponta que o contexto das conversas demonstra possível dificuldade de liquidez do banco naquele momento e sugere que os investimentos do fundo estadual eram tratados internamente como fundamentais para a captação de recursos da instituição financeira.

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