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Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morre aos 83 anos

por Redação
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Presidente do PCdoB, Renato Rabelo, durante conveção nacional do partido.
Valter Campanato / Agência Brasil
O ex-presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabelo morreu aos 83 anos, em São Paulo, na manhã deste domingo (15). Segundo o partido, ele enfrentava câncer há três anos. A informação foi divulgada pelo partido em uma nota oficial.
O velório está previsto para a segunda-feira (16), durante a manhã, no Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade, na capital paulista. Após a cerimônia, haverá cremação.
Trajetória
José Renato Rabelo nasceu em 22 de fevereiro de 1942, em Ubaíra (BA). Iniciou a militância política no movimento estudantil e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante o período da ditadura militar.
Na década de 1970, integrou a direção da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), organização que depois se incorporou ao PCdoB. Após a repressão que resultou na Chacina da Lapa, em 1976, deixou o país e viveu na França. Retornou ao Brasil com a anistia, em 1979.
Em 2001, assumiu a presidência nacional do PCdoB, cargo que ocupou até 2015. Foi sucedido por Luciana Santos. Durante sua gestão, o partido integrou a base de apoio dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Depois de deixar a presidência do partido, passou a atuar na Fundação Maurício Grabois, entidade vinculada ao PCdoB. Posteriormente, foi anunciado como presidente de honra da instituição.
Repercussão
Em publicação nas redes sociais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Renato Rabelo dedicou a vida à militância política e à defesa da democracia.
“A democracia brasileira perdeu hoje um de seus maiores nomes, o meu querido companheiro Renato Rabelo. […] A visão estratégica de Renato Rabelo e sua capacidade de reunir as forças políticas em prol da soberania e justiça social seguirão, sempre, ajudando a guiar o caminho daqueles que querem construir um Brasil melhor para todas e todos. Aos seus amigos, familiares e companheiros, deixo meu carinhoso abraço.”, afirmou Lula.
O presidente ainda relembrou momentos políticos vividos pelos dois. Rabelo e o PCdoB apoiaram Lula desde a primeira campanha à presidência da República, em 1989.
“Dirigente histórico do PCdoB, trilhamos, lado a lado, alguns dos momentos mais importantes de nossa história. Estivemos juntos nas greves do ABC, nas Diretas Já e nas campanhas presidenciais a que concorri”, completou.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que Rabelo teve papel na formulação política do partido. O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que ele contribuiu para a articulação de alianças no campo da esquerda.
“Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referencia ideológica, politica e de afeto, presidiu nosso PCdoB e por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta”, afirmou Feghali.

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