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Quem é o Grupo Fictor, conglomerado que pediu recuperação judicial após crise ligada ao Banco Master | G1

por Redação
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Fundado em 2007, o conglomerado brasileiro atua em diferentes frentes da economia, com negócios nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura, mercado imobiliário (real estate) e soluções de pagamento.

Ao longo dos anos, o grupo ampliou sua presença por meio de participações societárias e investimentos em empresas de diversos ramos, consolidando um modelo de atuação diversificado.

Segundo informações divulgadas pela própria companhia, suas operações envolvem tanto atividades industriais — como a produção de proteína animal — quanto projetos ligados a energia e infraestrutura, além de serviços relacionados ao mercado financeiro e a meios de pagamento.

A empresa afirma empregar mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente.

A Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de private equity e, a partir de 2016, iniciou um processo de diversificação do portfólio.

Em 2018, ingressou no mercado de trading de commodities do agronegócio, ampliando sua atuação na cadeia de alimentos.

Nos anos seguintes, a holding passou a estruturar seus negócios em três grandes frentes: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a dez.

No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia e, em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay. No mesmo ano, a Fictor Alimentos S.A., braço voltado ao setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Alimentos, insfraestrutura e setor financeiro

Na área de alimentos, a Fictor reúne empresas voltadas à produção e comercialização de proteína animal e a operações ligadas ao agronegócio. De acordo com dados divulgados pelo grupo, o segmento conta com fábricas, granjas e frigoríficos distribuídos em cinco estados — Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A capacidade instalada inclui o abate de até 150 mil aves por dia, com potencial de chegar a 350 mil em plena operação. A companhia afirma ter mais de 18 unidades operacionais nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas citadas no portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa.

No braço financeiro, a holding atua por meio da Fictor Asset e da FictorPay. Criada em 2024, a Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, com foco em fundos estruturados e ativos alternativos.

  • 🏦Segundo a empresa, a gestora administra aproximadamente R$ 966 milhões distribuídos em dez fundos. A FictorPay opera no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de adquirência, crédito e tecnologia financeira para empresas.

Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de armazenagem logística e de geração de energia. A Fictor Energia atua em fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas, com operações em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

A companhia afirma que seus investimentos priorizam eficiência operacional e soluções consideradas mais sustentáveis.

Expansão internacional e atuação no esporte

Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar visibilidade por meio de investimentos em patrocínios esportivos.

Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasse de R$ 21 milhões até março de 2029.

Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional.

O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, podendo chegar a R$ 30 milhões com bônus.

Segundo representantes da companhia, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de base e ao desenvolvimento de atletas, além de ampliar a visibilidade nacional.

*Reportagem em atualização

Sede da Fictor, em São Paulo — Foto: Reprodução

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