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Quatro trabalhadores morrem em duas semanas durante colheita no ES | G1

por Gilberto Cruz
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Com o início do período de colheita no Espírito Santo, os registros de acidentes nas lavouras, especialmente de café, começam a aumentar. Só neste mês, em apenas duas semanas, foram registradas quatro mortes no estado em áreas de produção. Os acidentes envolveram explosão, incêndio e queda.

Os trabalhadores Gildeson Gama Leite, 30 anos, Ilmar Gama de Souza, 31 anos, e Aldino Alves Almeida, 28 anos, eram da Bahia e tiveram até 90% dos corpos queimados após uma explosão causar um incêndio no quarto em que estavam, na madrugada do dia 4 de maio. Outro homem também ficou ferido.

A administradora da fazenda, Fernanda Kefler, contou que há a suspeita de que o fogo tenha começado após um curto-circuito em uma tomada onde celulares estavam carregando.

O quarto onde o fogo começou ficou completamente destruído: os colchões foram destruídos e as telhas do telhado caíram. Eles estavam internados, intubados, no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, Grande Vitória.

Gildeson Gama, Ilmar Gama de Souza, Aldino Alves Almeida e José Albino morreram em lavouras de café e pimenta — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Cuidados na colheita

Diante de casos como esses, a necessidade de adotar cuidados e reforçar o uso de equipamentos de segurança no campo são ainda mais importantes.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Leonardo Cazzotto, em São Mateus são registradas até duas ocorrências toda semana relacionadas aos trabalhos na lavoura, envolvendo diversos equipamentos.

“A gente tem riscos envolvendo a colheita propriamente dita, como lesões, corte, risco de atropelamento. Eles (trabalhadores) também lidam com caminhões, com tratores, e aí existem pontos cegos em torno desses veículos”.

Casos de corpos estranhos, como galhos e grãos, atingindo os olhos dos trabalhadores também são comuns neste período, assim como a respiração da poeira do café que contém material orgânico.

Para se proteger destes agentes externos, conforme o tenente, é essencial utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas, e aumentar a percepção de risco, observando com atenção a movimentação de veículos e o solo, que pode ter materiais que causam ferimentos nos pés.

As luvas protegem contra contaminações químicas, por exemplo. Já o avental protege contra vazamentos e respingos. Botinas dão estabilidade no terreno e protegem até de picadas de alguns animais no chão.

Produtor rural utilizando EPIs no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Orientações aos contratantes

Os cuidados também devem ser adotados pelos proprietários das fazendas que contratam os trabalhadores.

Atualmente, o Pacto do Café institui políticas contra o trabalho análogo à escravidão e ao trabalho infantil no setor cafeeiro, mas outras situações precárias também devem ser evitadas pelos empregadores.

Segundo o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, “todas as questões relacionadas à segurança, à saúde no trabalho e à garantia dos direitos sociais previdenciários são responsabilidade de quem contrata”.

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