Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda | G1

Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda | G1

O Projeto de Lei 90/20, que proíbe a produção e venda de itens obtidos por meio de alimentação forçada de animais, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, na terça-feira (28).

Agora, o texto pode seguir para sanção presidencial, já que foi criado pelo Senado e analisado em caráter conclusivo, sem alteração pelas comissões permanentes da Câmara.

Com a proposta, passariam a ser proibidos pratos como o foie gras, que é o fígado gordo de pato ou ganso na culinária francesa.

Se a lei for sancionada, quem descumprir pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos de animais.

Esse tipo de produto é obtido com a técnica chamada “gavage”. Nela, um tubo é colocado na garganta da ave para forçar a alimentação e aumentar o fígado.

Vídeos em alta no g1

A proposta quer proibir o uso do método tanto para produtos in natura quanto enlatados.

Segundo o relator, o deputado Fred Costa (PRD-MG), a técnica aumenta a taxa de mortalidade dos animais em até 25 vezes.

O autor do projeto, o senador Eduardo Girão (Novo – CE), afirmou que esse tipo de produção já é proibido em países como Argentina, Austrália e Índia.

O senador também lembrou que a cidade de São Paulo aprovou uma lei semelhante em 2015. No entanto, a norma foi considerada inconstitucional pela Justiça, que entendeu que municípios não podem legislar sobre esse tipo de produto.

Foie gras — Foto: Valeria Boltneva via pexels

Coxinha fica em 7º lugar no ranking de melhores comida de rua da América do Sul

Postagens relacionadas

Fed mantém juros dos EUA em última decisão com Powell na presidência | G1

BRB: GDF pede aval da União para tomar R$ 6,6 bilhões emprestados | G1

Brasil cria 228,2 mil vagas de emprego formal em março, quase três vezes mais que 2025 | G1