Antes do encontro que selou, na última semana, a retomada das relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador ajudou a construir a neutralidade da federação União Brasil-Progressistas (PP) tanto no cenário nacional quanto em estados-chave.
A atuação de Alcolumbre também foi decisiva para afastar partidos do centrão em importantes colégios eleitorais do PL de Flávio Bolsonaro.
A articulação do presidente do Senado pode ajudar a enfraquer palanques que dificultavam a posição eleitoral de Lula. Um novo encontro entre os dois deve ocorrer nos próximos dias.
No Rio de Janeiro, por exemplo, reduto eleitoral da família Bolsonaro. A posição neutra era importante para Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo do estado, mas também para Lula, por enfraquecer o palanque de Flavio Bolsonaro.
A neutralidade veio depois de uma longa reunião entre integrantes da campanha de Paes, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, Alcolumbre, que participou por telefone, e nomes fortes do PP.
Um dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo é o que dá situação mais confortável a Flávio Bolsonaro (PL), pelo desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, nas pesquisas ao governo estado.
Em outros, até mesmo quando coligados ao PL, candidatos ao governo evitam mostrar Flávio como candidato ao Palácio do Planalto.
Nos planos de Alcolumbre, a reeleição ao comando do Senado move a tentativa de se reaproximar de Lula, à frente nas pesquisas, mesmo que por pequena margem.
Para os partidos do centrão, a neutralidade também ajuda na eleição de bancadas maiores para Câmara e Senado.