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‘Políticos terão companhia de altas autoridades se forem ao inferno’, diz Fux; Gilmar citou ‘mesada’ de bicheiros a deputados do Rio

por Gilberto Cruz
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a atuação de políticos do Rio de Janeiro durante a sessão que julga a definição de como vai ser escolhido o próximo governador do estado.
A declaração ocorreu após ministros declararem que a situação política no Rio de Janeiro é complicada pela atuação do crime organizado, como facções, milícias e jogo do bicho no estado.
O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, citou uma suposta “mesada” de bicheiros a deputados do estado.
“Há bons políticos no estado do Rio de Janeiro, que representam o estado na Câmara Federal, são excelentes políticos. De sorte que, se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades”, disse Fux.
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O ministro também afirmou que alguns colegas do STF não teriam a mesma “perplexidade” ao falar da situação política do estado se tivessem participado de julgamentos como o “Mensalão” e da “Operação Lava Jato”.
“Eu sou carioca de nascença e eu verifiquei que houve uma manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada”, disse .
Mesada de bicheiro
Gilmar Mendes afirmou que ouviu de um diretor da Polícia Federal que entre 32 e 34 parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recebiam mesadas do jogo do bicho.
“O presidente da Assembleia [Rodrigo Bacellar, do União] está preso. Eu conversava com o diretor-geral da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebiam mesada do jogo do bicho”, disse Mendes.
Gilmar Mendes não disse quando foi a conversa nem qual era o diretor-geral da PF – hoje, é Andrei Rodrigues – nem citou nomes de deputados. O g1 entrou em contato com a Polícia Federal e com a Alerj e aguarda posicionamento.
Ao comentar o cenário político do Rio de Janeiro, Mendes fez um desabafo: “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro. Isso não pode ser causa de decidir, mas é preciso ter isso como motivo”.
Ministro Luiz Fux durante julgamento no Supremo
Luiz Silveira/STF

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