Planalto avalia que explicações de Wagner foram ‘sofríveis’ e Lula deve conversar na próxima semana com líder do governo

Planalto avalia que explicações de Wagner foram ‘sofríveis’ e Lula deve conversar na próxima semana com líder do governo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve conversar na próxima semana com o seu líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para definir o futuro dele. Nesta sexta-feira (19), Lula viajou para Minas Gerais.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que as explicações de Wagner foram “sofríveis”, incluindo a da compra do apartamento de Salvador (entenda mais abaixo).
Os recados são para que ele tome a iniciativa de deixar o cargo rapidamente para fazer sua defesa.
“Wagner é político. Sabe melhor do que ninguém os efeitos do episódio. É melhor deixar a liderança e fazer sua defesa jurídica. Uma coisa é o tempo da Justiça. Outra coisa é o tempo da política”, definiu um interlocutor de Lula.
Qual é a relação entre Jaques Wagner e o Banco Master?
O líder do governo disse que pediu ajuda para o ex-banqueiro Augusto Lima para comprar o apartamento para a filha enquanto o prédio estava em construção e que depois recompraria dele o imóvel.
Como o blog antecipou nesta quinta, integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima que foi do Banco Master.
A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.
Entre as medidas citadas estão a chamada “Emenda Master” e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.
🔎 O Credcesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento.
PF apura se esquema de Vorcaro deu para Jaques Wagner, do PT, apartamento de R$ 2,5 milhões e propina de R$ 3,5 milhões
Jornal Nacional/ Reprodução
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Em contrapartida a essa atuação parlamentar, os investigadores suspeitam que Wagner tenha sido beneficiado com:
Propina: repasses que somariam R$ 3,5 milhões, realizados por meio de uma empresa ligada ao enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o “Dudu”, e à nora do senador, Bonnie Toaldo Bonilha.
Imóvel de luxo: a transação suspeita de um apartamento no Poeme Residence (unidade 1702), localizado no bairro do Horto Florestal, em Salvador — área nobre da capital baiana. O apartamento está avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, segundo a PF.
Mordomias: o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows. Na decisão, consta a compra de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos, no valor de mais de R$ 63 mil pagos pela empresa Reag Investimentos em favor da família do senador.

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