A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14), a retirada do sigilo de um dos inquéritos sobre o caso Master.
A investigação trata sobre a rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e da instituição financeira extinta.
A manifestação da PGR responde a um pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, nesse domingo (13). Ele pediu a quebra de sigilo do inquéritos antes do julgamento desta terça-feira (15), marcado para discutir se a Corte deve apurar a relação dele com o banqueiro.
A solicitação foi enviada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, responsável pela condução do caso. O magistrado enviou o pedido para manifestação da PGR, que defendeu a retirada do sigilo. Ainda cabe a Fachin decidir se as investigações neste inquérito devem ser tornadas públicas.
O que diz a PGR
A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateabriand Filho.
Ele diz que a PGR não tinha se manifestado a favor, anteriormente, porque não tinha informação da existência do documento.
“Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que também deve ser retirado o sigilo”, diz.
Sessão no STF
Está previsto para terça-feira o julgamento pelo STF das mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master.
Na semana passada, Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
O material foi produzido por determinação de Mendonça e provocou uma crise sem precedentes no Supremo por conta das investigações do Master.
– Esta reportagem está em atualização.
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